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45 anos após seu assassinato, a identidade da “garota de Granby” é revelada nos EUA; conheça essa história intrigante

Os restos mortais de uma garota encontrados em uma pequena cidade de Massachusetts em 1978 foram identificados mais de quatro décadas após sua morte com ajuda de avanços na genealogia genética forense. A notícia foi anunciada pelas autoridades na segunda-feira (6).

Referida por décadas como “Garota Granby”, fazendo uma alusão à cidade cerca de 19 quilômetros ao norte de Springfield, onde seu corpo foi encontrado, a mulher foi identificada na segunda-feira como Patricia Ann Tucker, disse o primeiro promotor público assistente Steven Gagne em entrevista coletiva.

Amostras de DNA do filho de Tucker – que tinha apenas cinco anos quando ela morreu – ajudaram a identificar sua mãe, segundo os investigadores.

Conheça a história da ‘garota de Granby’ assassinada há 45 anos atrás nos EUA; identidade da vítima só foi revelada agora

Em 15 de novembro de 1978, os restos mortais de Tucker foram encontrados em uma área arborizada perto de uma estrada madeireira em Granby, cerca de 137 km a oeste de Boston. Uma autópsia revelou que a garota morreu de um ferimento de bala na têmpora esquerda, disse Gagne.

Os restos mortais ficaram “fora do ar por vários meses” antes de ela ser encontrada, e a autópsia só pôde concluir que se tratava de uma mulher não identificada entre 19 e 27 anos, disse ele. 

Sua identidade ainda era um mistério, e ela foi enterrada sob uma cruz branca. Anos depois, uma lápide sem nome foi instalada.

As autoridades continuaram a examinar o caso arquivado, verificando os bancos de dados de pessoas desaparecidas por anos sem sucesso, de acordo com Gagne. Uma “amostra biológica” dos restos mortais foi enviada em março de 2022 para Othram, um laboratório forense no Texas creditado por ajudar a resolver uma longa lista de outros casos arquivados.

Meses depois, em 23 de janeiro de 2023, a grande oportunidade que os investigadores esperavam há décadas finalmente chegou. O laboratório disse aos investigadores que localizaram um parente que mora em Maryland e que pode ser a meia-irmã da vítima. Os investigadores conversaram com a mulher em 30 de janeiro e descobriram que ela tinha uma tia, mãe de dois filhos, que desapareceu na década de 1970, disse Gagne.

As autoridades encontraram um dos filhos, que já havia carregado seu DNA no Ancestory.com, e usou seu perfil para confirmar com o laboratório que a mulher não identificada anteriormente era sua mãe.

Seu filho, Matthew Dale, divulgou um comunicado por meio do escritório do promotor distrital e agradeceu aos investigadores por “nunca desistirem dela”.

Os investigadores agora esperam gerar pistas e descobrir quem matou a garota, que tinha 28 anos quando morreu, disse Gagne.

O promotor observou que os investigadores descobriram que ela era casada no momento de sua morte e seu marido na época nunca relatou seu desaparecimento.

Gagne disse que o marido morreu em uma prisão estadual em 1996 após ser condenado por estupro, atentado violento ao pudor e agressão com arma perigosa no ano anterior, o que pode significar algum indício.

Fonte: G1

Daniele Kopp

Daniele Kopp é formada em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) e Pós-graduada em Direito e Processo Penal pela mesma Universidade. Seu interesse e gosto pelo Direito Criminal vem desde o ingresso no curso de Direito. Por essa razão se especializou na área, através da Pós-Graduação e pesquisas na área das condenações pela Corte Interamericana de Direitos Humanos ao Sistema Carcerário Brasileiro, frente aos Direitos Humanos dos condenados. Atua como servidora na Defensoria Pública do RS.

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