Noticias

Chocante! Em 9 meses, 56 políticos e familiares foram mortos no Brasil

56 políticos e seus familiares foram vítimas de assassinatos no Brasil até setembro deste ano, conforme dados do Grupo de Investigação Eleitoral (Giel), da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Na noite da última terça-feira (7), o vereador Aldecyr Maldonado (PL), de 61 anos, conhecido como Cici Maldonado, foi atingido por tiros em frente à sua residência, tornando-se a mais uma vítima desses crimes relacionados a ocupantes políticos no Estado do Rio de Janeiro.

O vereador foi alvejado na cabeça por criminosos logo após ser deixado em sua casa por seus assessores. Após os disparos, a Polícia Militar do Rio foi chamada ao local. Quando o vereador chegou ao Pronto-Socorro Central de São Gonçalo, já não apresentava sinais vitais.

Violência contra políticos  e familiares
Reprodução: Folha do Leste

Leia mais:

Caso Marielle Franco: Justiça aumenta a pena de Ronnie Lessa

13 policiais militares são condenados a 54 anos de prisão pela Justiça do RJ; entenda o motivo

A equipe do vereador emitiu um comunicado nas redes sociais atribuindo a morte do vereador a uma tentativa de assalto. Entretanto, o caso ainda está sob investigação da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNISG).

Violência contra políticos em 2023

O Giel registrou que o Rio de Janeiro já teve oito homicídios de políticos e familiares apenas este ano, o que representa 15% do total de casos em todo o país. Outros 19 estados também reportaram assassinatos de ocupantes ou ex-ocupantes de cargos públicos.

O levantamento do grupo de pesquisadores da Unirio inclui ex-políticos, candidatos, pré-candidatos, ex-candidatos e funcionários da administração pública. Além dos homicídios ocorridos este ano, 249 casos de violência foram identificados contra líderes políticos e seus familiares.

No início de agosto, o ex-vereador Jair Barbosa Tavares também foi assassinado no Rio de Janeiro. Ele foi baleado no bairro de Guadalupe, Zona Norte da cidade. Também conhecido como Zico Bacana, Tavares já havia sido mencionado como chefe de milicianos em um relatório da CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e depôs em 2018 no inquérito sobre a morte da ex-vereadora Marielle Franco.

Outro episódio relatado foi um ataque com armas de fogo contra o vereador Marcelo Diniz (Solidariedade) na comunidade da Muzema, na Zona Oeste do Rio, no final de agosto. Essa área é controlada por milicianos e está no centro de uma disputa entre milicianos e traficantes.

Marcelo Diniz afirmou que “por volta das 17h”, mais de uma dezena de tiros de fuzil foram disparados em sua residência. O ataque foi registrado na 16ª delegacia da Barra da Tijuca. O vereador filmou marcas de tiros nas paredes e sangue no chão, relatando que um funcionário da Prefeitura do Rio que estava presente no local foi atingido por dois tiros nas pernas e posteriormente recebeu alta hospitalar no mesmo dia. Marcelo Diniz destacou que a região enfrenta uma guerra entre facções pelo controle do poder paralelo, e ele viu o ataque como uma ameaça a sua família e ao seu cargo de vereador.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo