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A que ponto chegamos? Mulher mata bebê de 17 meses a chutes

Por Anderson Figueira da Roza

Há dois dias, mais uma notícia chocou o mundo: nos Estados Unidos (West Seattle, Washington), uma mulher denominada Alicia Goemaat, de 20 (vinte) anos de idade, cuidava de seu filho e 2 (dois) e também o bebê de 17 (dezessete) meses Drue Lehto, este último filho do namorado de Alicia, Derek.

Segundo investigações preliminares o pai do bebê, Derek, teve que se ausentar por alguns dias e por conta disso deixou seu filho aos cuidados da namorada. Inicialmente Alicia negou os fatos, porém após ser detida confessou o crime. Em seu relato, referiu que teve um ataque de raiva depois de uma disputa de brinquedo entre o seu filho de 2 (dois) anos com o bebê de Derek, e desferiu um chute na cabeça e outro na barriga de Drue e logo em seguida colocou o nenê no cercadinho, onde ele foi encontrado inconsciente.

Derek, de 30 (trinta) anos de idade, ao chegar em casa, ainda tentou reanimar o filho com técnicas de primeiros socorros, mas a criança faleceu antes da chegada da equipe de paramédicos. A autópsia revelou que a causa morte foi uma hemorragia interna na região abdominal, fruto do violento chute desferido por Alicia.

Alicia namorava Derek há cerca de 4 (quatro) meses, e sua fiança foi estabelecida em US$ 1 milhão de dólares. Ela será indiciada no dia 20 de outubro.

Esta notícia reacende o debate sobre as configurações das famílias modernas em que filhos pequenos transitam pelas casas dos pais, que desenvolvem novos relacionamentos afetivos. Os padrastos e madrastas que deveriam agregar afeto e cuidado, algumas vezes cometem atrocidades como esta.

Evidentemente, trata-se de um caso de violência brutal em que, acima de tudo, há que se ter cuidado em análises prematuras sobre a generalização de novos relacionamentos entre pais que se separam.

Porém, o processo criminal serve também para verificar comportamentos pretéritos dos pais biológicos capazes de ser determinantes para tragédias como esta. Além disso, há que ser verificada também por uma equipe psiquiátrica se pessoas que cometem crimes como esse possuem alguma espécie de problema mental.

AndersonFigueira

Autor

Mestrando em Ciências Criminais. Advogado.
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