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Adolescente denuncia estupro em ‘bilhetinho’ e tio é preso suspeito do crime

Estupro de vulnerável exposto graças a bilhete de adolescente de 13 anos

A coragem de uma garota de 13 anos em escrever um bilhete, desmascarou uma série de crimes chocantes que foram mantidos em segredo por décadas. Não se trata apenas de um caso isolado, mas de uma série de abusos que atingiram ao menos cinco pessoas de uma mesma família. O acusado é um homem de 58 anos, tio e padrinho das vítimas.

As investigações têm à frente a Delegada Marina Prado, da Delegacia de Atendimento à Mulher de Sabará, na região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a Delegada, o cenário de abuso sistemático e silenciado vinha ocorrendo pelo menos nos últimos 27 anos.

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Como os crimes contra a adolescente e outras vítimas vieram à tona?

“A vítima escreveu o bilhete e entregou para a avó, que o entregou à mãe da adolescente. Essa, por sua vez, começou a chorar e revelou que também já tinha sofrido abusos desse homem, há cerca de 20 anos. Quando o caso foi trazido à delegacia, outras pessoas dessa família começaram a fazer denúncias semelhantes. Até hoje, pelo menos cinco pessoas já testemunharam contra ele, o que ajudou no inquérito e no pedido de prisão preventiva”, informou Marina Prado.

O que foi encontrado durante as investigações?

As datas dos abusos estendem-se desde 27 anos atrás, quando uma das vítimas, hoje com 36 anos, tinha apenas nove anos de idade. A vítima que relatou o caso por meio do bilhete tem atualmente 13 anos, e foi vítima ainda em janeiro deste ano. Outra tem 15 anos atualmente, e enfrentou tentativa de estupro aos 11 anos. Mais uma vítima tem 35 anos e sofreu abuso quando tinha 8 anos, e a última, com 32 anos agora, foi abusada aos 10 anos.

O que acontecerá com o acusado agora?

Apesar do longo período de tempo que se passou, os crimes não prescrevem, pois o tempo de prescrição é de 20 anos a partir da maioridade das vítimas. O suspeito foi preso e encaminhado ao presídio em Caeté, na grande BH, e permanece à disposição da Justiça. O indivíduo, inicialmente manteve-se em silêncio, mas posteriormente negou as acusações.

Redação

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