• 12 de dezembro de 2019

Advocacia Criminal 4.0

 Advocacia Criminal 4.0

Advocacia Criminal 4.0

A tecnologia ao passar do tempo foi se adequando a diversas profissões, da mesma forma ocorreu ao direito, mais especificamente em 19 de março de 2017, quando entrou em vigor a Lei 11.419/2016 (processo judicial eletrônico), com expectativa de validação do princípio da celeridade processual (artigo 5º, inciso LXXVIII da Constituição Federal), pois a produção da maioria dos atos é de forma imediata. Além disso, os litigantes podem ter acesso ao processo estando em qualquer lugar e a qualquer momento.

A cada instante a evolução se insere ao mundo jurídico. Em entrevista, o gerente de relações governamentais e assuntos regulatórios do IBM Brasil, Andriei Gutierrez, considera que

o mundo caminha para um desenvolvimento movido a dados.

Ademais, o especialista ressalta um ponto sobre a notoriedade inteligência artificial no tratamento de dados:

a inteligência artificial está aí, a gente não pode negar. Precisamos debatê-la.

Advocacia inteligente é uma nova maneira de interagir com o mundo. As inovações estão presentes na rotina jurídica. Setenta e oito por cento (78%) dos advogados acreditam que a tecnologia é a melhor estratégia para aumentar a eficiência organizacional.

Um dos artigos trazidos junto com inovação sãos as Lawtechs – criações feitas à base de tecnologia para melhorar o setor jurídico. Utilizadas por empresas, assim como escritórios que trabalham com o contencioso na elaboração de peças, resolução de acordos, análise de posicionamento. Lawtechs servem para impulsionar, fazer com que o trabalho mais braçal, menos estimulante seja feito pela maquina e permita que o advogado tenha mais tempo para realizar um trabalho de qualidade, mais eficiente e muito melhor para os seus clientes.

Advocacia Criminal 4.0

A modernização similarmente chegou ao Direito Penal, como, por exemplo, no Tribunal do Júri. Já vem sendo trabalhada a produção de óculos 3D para que os jurados tenham a experiência de poder estar na cena do crime como se vítima fosse. Este aparelho dará uma dimensão real dos acontecimentos no caso trabalhado naquela sessão.

Ainda em relação ao plenário, outra ferramenta diz respeito a determinado software em que, ao colocar o CPF do cidadão, ele informará a preferência, o que curtiu nas redes sociais, se é retrógrado ou imparcial etc. Com isso, o advogado do réu poderá traçar um perfil estratégico de cada um dos jurados, descartando os que não convêm continuar no julgando e quiçá efetuando melhor sua tese.

Fica claro que para ser um advogado 4.0 não é necessário somente ter o domínio da legislação, mas igualmente saber o rumo que a advocacia está tomando, ou seja, a junção do trabalho humano com o virtual. Igualmente, manter-se informado sobre as inovações do setor, ouvir as pessoas que são referências na advocacia moderna, fazer conexões com outros profissionais, firmar parcerias e construir network.


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Tayrone Ramos de Oliveira