• 9 de julho de 2020

Advocacia criminal em meio à quarentena

 Advocacia criminal em meio à quarentena

Advocacia criminal em meio à quarentena

Nobres confrades advogados e advogadas atuantes na seara criminal: peço humildemente as devidas vênias para tecer algumas palavras diante do momento que estamos atravessando, uma crise mundial com a pandemia do COVID-19, a qual o isolamento social é uma das medidas eficazes para evitar a disseminação do vírus, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), e assim resguardar a saúde de nossos familiares, amigos e conhecidos.

O isolamento social ou a difundida quarentena fez como que eu e muitos colegas advogados adotassem o chamado home office, ou seja, realizar as atividades do escritório em casa, proporcionando a atualização de prazos, planejamento estratégico com o retorno das atividades, colocar a leitura e os estudos em dias, pois foram inúmeras as alterações legislativas ocorridas neste final/início de ano.

Nesses momentos é necessário serenidade e resiliência. Devemos reajustar nossas atividades para que possamos cumprir com as determinações do isolamento e minimizar os impactos na nossa advocacia.

Utilizar dos meios tecnológicos para realizar reuniões e atendimento através de videoconferência ou aplicativos de mensagens são de enorme valia, evitando ao máximo o contato pessoal, que só deve ser feito quando for indispensável para a realização do ato, como, por exemplo, em um acompanhamento de um cliente preso em flagrante.

Não há como nos furtar que os impactos causarão inúmeros contratempos e dificuldades com a suspensão dos prazos e audiências, bem como a dificuldade em despachar alguns processos estagnados com a suspensão do atendimento. Isso irá impactar financeiramente a muitos, senão todos advogados, porém devemos lembrar primordialmente de resguardar nossa saúde e de nossos familiares, bem como prezar pela saúde da coletividade.

O momento é peculiar, merece toda cautela e atenção das autoridades, devendo o momento ser tratado com seriedade, pois felizmente tivemos a oportunidade de antever as medidas eficazes para minimizar os efeitos desta pandemia, bem como não cometer os erros que outros países cometeram em não dar devida importância desde a identificação dos primeiros casos de COVID-19.

A advocacia brasileira já enfrentou inúmeros percalços durante sua história e conseguiu vencê-los, não somente por uma representatividade forte, mas porque seus quadros são compostos por homens e mulheres de bravura e coragem, que conseguirão transpor esse momento que ficará marcado na história. 

Por fim nobres colegas, advogados e advogadas, não se abalem, tão logo retornaremos as nossas atividades na advocacia, mas o momento é de autopreservação e proteção dos nossos entes queridos, devemos seguir na esperança de que os bons ventos virão, como diria o filósofo Mario Sergio Cortella(2014, p. 37):

Momentos graves se tornam grávidos quando a esperança permite levar adiante a nossa utopia, o nosso sonho.


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Flávio Uchôa