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Advogado é acusado de oferecer serviços alegando proximidade com juiz

Um empresário preso preventivamente no âmbito da operação Rizoma, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, relatou à Corregedora Nacional de Justiça que o advogado Nythalma Dias ofereceu os seus serviços advocatícios afirmando que possuía uma excelente relação com o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, e com procuradores da operação Lava Jato. No entanto, os registros apontam que o advogado não esteve no presídio no dia apontado pelo delator.

A Corregedoria Nacional de Justiça investiga o juiz Marcelo Bretas após uma acusação feita pelo advogado, em que ele afirma que o magistrado negociou penas, orientou advogados e combinou estratégias com o Ministério Público.

Já o empresário, que estava custodiado em Bangu 8, afirmou que chegou um dia ao parlatório, e Nythalmar estava o esperando sem que houvesse sido solicitado os seus serviços. Ele conta que o criminalista disse que tinha estudado seu caso e que poderia ajudá-lo. Na oportunidade, o advogado disse que sabia que ele estava aguardando a resposta de um HC e que possuía uma excelente relação com Bretas e procuradores da Lava Jato.

O investigado contou ainda que, quando começou a surgir notícias de que Nythalmar estava sendo investigado sobre possível crime tráfico de influência, pediu aos seus advogados para que informassem a procuradores da República no Rio o ocorrido e que estava à disposição para prestar esclarecimentos.

No entanto, os registros da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio demostraram que o advogado não esteve em Bangu 8 no dia apontado pelo delator. O empresário foi detido no dia 12 de abril de 2018, e os registros apontam que a última vez que Nythalmar esteve em Bangu 8 foi em 10 de abril de 2018.

O caso segue sendo analisado pelas autoridades.

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