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Advogado é preso pela terceira vez e vira réu por tráfico e associação

O advogado Alaor Patrício Júnior foi preso pela terceira vez em menos de dois anos, acusado de praticar os crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas, além de organização criminosa e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. O advogado virou réu após o juiz da Vara de Delitos de Organizações Criminosas receber a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Ceará (MPCE).

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Preso por tráfico e associação

Alaor foi preso novamente no dia 10 de março e, desde então, continua custodiado em uma unidade prisional do Ceará. No entanto, essa não é a primeira vez que o advogado enfrenta problemas na Justiça, já que havia sido preso pela primeira vez no ano de 2019, ao ser flagrado saindo da Casa de Privação Provisória de Liberdade Agente Elias Alves da Silva (CPPL IV) com diversos bilhetes que faziam menções à facção criminosa.

Conforme a denúncia, os bilhetes continham anotações que, segundo o Ministério Público,

partem de presos com status de liderança da organização criminosa Comando Vermelho – CV, com orientações diversas sobre tráfico de drogas, aquisição de armas, facilitação de fuga, retaliações a criminosos com dívidas com a facção criminosa. Os referidos bilhetes eram direcionados a outros criminosos.

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A defesa do advogado, apesar de não negar a existência de provas do caso, sustenta a tese de ilegalidade da última prisão ocorrida em março, uma vez que, segundo o defensor, o flagrante foi forjado e não houve delito que justificasse a prisão. Disse:

Não vamos negar o que tem de imagens, que ele teve arma, drogas. Ele veio de uma família simples e foi ludibriado nas relações com amizades ilícitas. Vamos fortalecer pedido de pena de grau mínimo.

Diante do caso, a Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará (OAB-CE) afirmou que acompanhou o advogado para garantir a legalidade da prisão no que tange às prerrogativas da advocacia. O Tribunal de Ética e Disciplina também já instaurou processo administrativo disciplinar para apuração da infração ética e/ou disciplinar e aplicou, preventivamente, a suspensão do registro de Alaor dos quadros da OAB, uma vez constatada a repercussão prejudicial à dignidade da advocacia.

*Esta notícia não reflete, necessariamente, o posicionamento do Canal Ciências Criminais

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