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Amostras de DNA são usadas pela PGR para acusar 31 envolvidos no 8 de janeiro

Objetos encontrados em Praça Pública ajudam a desvendar crimes de vandalismo

Itens aparentemente comuns, como bitucas de cigarro, garrafas de água e até mesmo batons, através da análise de amostras de DNA, revelaram informações cruciais para a acusação de mais 31 pessoas implicadas em atos de vandalismo e outros crimes relacionados aos acontecimentos na Praça dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro. A grande reviravolta deste caso se deu por meio da identificação de material genético encontrado nesses objetos, permitindo uma firme indicação da presença dos suspeitos no local do incidente.

De acordo com um comunicado da Procuradoria-Geral da República (PGR), a solicitação para adicionar esses indivíduos ao conjunto de 232 réus já processados por gerar atos de vandalismo foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda-feira (11/09).

Amostras de DNA
Imagem: NBC News

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O que o material genético das amostras de DNA revelou?

Segundo o subprocurador Carlos Frederico Santos, coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos (GCAA) da PGR, “Essas evidências indiscutíveis permitem afirmar que, embora esses indivíduos não tenham sido capturados em flagrante no Congresso Nacional, no Palácio do Planalto ou no STF, eles estiveram lá.

Se a adição desses réus for aceita, eles perderão o direito de barganha na perseguição penal (ANPP) e poderão ser condenados por até cinco crimes: associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, danos qualificados por violência e sérias ameaças ao patrimônio da União. Esses são todos delitos previstos no Código Penal, e a soma das penas pode chegar a 30 anos de reclusão.

Como as amostras de DNA foram comparadas?

O material genético encontrado nas amostras de DNA na Praça dos Três Poderes foi comparado com amostras coletadas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, presos no acampamento em frente ao Quartel General do Exército na manhã seguinte aos eventos. A confrontação resultou em 47 correspondências de perfil genético entre os vestígios e as pessoas já criminalmente identificadas por seu envolvimento.

Funcionários do Serviço de Perícias em Genética Forense da PF confeccionaram 1.385 perfis genéticos a partir dos vestígios coletados, dividindo-se em 896 de pessoas do sexo masculino e 489 do sexo feminino. Em seguida, estas informações foram cruzadas com os registros do Banco Federal de Perfis Genéticos e com os perfis obtidos a partir dos vestígios recolhidos na investigação dos fatos ocorridos em 8 de janeiro.

A vasta relação de objetos recolhidos nos edifícios públicos utilizados para análises das amostras de DNA, inclui meias, camisas, toalhas facet, máscaras de proteção facial, bandeiras, barras de metal, latas de refrigerante e até mesmo manchas de sangue.

Fonte: Terra

Redação

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