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Anderson Torres permanece preso no batalhão de PM em Brasília, determina STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter Anderson Torres, ex-secretário de segurança pública do Distrito Federal, preso no 19º Batalhão de Polícia Militar, em Brasília.

A decisão foi baseada em um relatório médico, a concordância da defesa de Torres e a manifestação da secretaria de administração penitenciária do DF de que o local tem as condições necessárias para garantir a saúde do preso.

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Torres está sob custódia desde 14/1 como parte das investigações do inquérito 4.923, que investiga a responsabilidade de autoridades nos atos antidemocráticos ocorridos em 8/1.

No dia 28 passado, a defesa de Anderson Torres apresentou um laudo psiquiátrico de um médico da rede pública de saúde do Distrito Federal, alegando que o estado emocional de Torres estava se deteriorando, mesmo com a prescrição de medicamentos.

O Ministro Alexandre de Moraes deu um prazo de 48 horas para o secretário de Administração Penitenciária do DF decidir se Torres poderia permanecer no batalhão de aviação operacional da Polícia Militar ou se seria melhor transferi-lo para um hospital penitenciário.

Alexandre de Moraes permitiu a visita de 38 senadores a Anderson Torres, de acordo com as regras da PM

O ministro também permitiu a visita de 38 senadores ao preso, mas cada visita deve ser limitada a cinco senadores e realizada nos finais de semana, de acordo com as regras da Polícia Militar. É importante destacar que a autorização é estritamente pessoal e não permite acompanhantes.

A entrada de celulares, câmeras, gravadores, computadores ou qualquer outro dispositivo eletrônico é restrita e não é permitido trazer mensagens destinadas a Anderson Torres ou enviar mensagens dele a terceiros durante as visitas autorizadas pelo Ministro Alexandre.

No entanto, o Ministro negou a visita dos senadores Marcos do Val e Flávio Bolsonaro, porque as investigações em curso têm conexão com os fatos apurados no inquérito em que o ex-secretário é investigado, e ambos os senadores estão envolvidos nessas investigações.

Fonte: Migalhas

Daniele Kopp

Daniele Kopp é formada em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) e Pós-graduada em Direito e Processo Penal pela mesma Universidade. Seu interesse e gosto pelo Direito Criminal vem desde o ingresso no curso de Direito. Por essa razão se especializou na área, através da Pós-Graduação e pesquisas na área das condenações pela Corte Interamericana de Direitos Humanos ao Sistema Carcerário Brasileiro, frente aos Direitos Humanos dos condenados. Atua como servidora na Defensoria Pública do RS.

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