Anielle Franco aciona Justiça contra ameaças e ataques de ódio que tem recebido

Ameaças e racismo sofridos por Anielle Franco nas redes sociais resultam em dossiê encaminhado ao MJSP

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, se tornou alvo de ataques e xingamentos na internet. Segundo o que foi relatado, Anielle sofreu ameaças e foi vítima de racismo nas redes sociais, levando-a a compilar um dossiê documentando os incidentes. Esse material foi então submetido ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) na quinta-feira (28), com o objetivo de identificar possíveis ações criminais.

Essas agressões ocorreram principalmente via Instagram e “X” (anteriormente conhecido como Twitter), e através do endereço de e-mail de Franco. O dossiê apresentado inclui perfil, data e horário das postagens enviadas, a fim de fornecer subsídios para investigações e possível responsabilização dos mesmos.

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Imagem: Agência Brasil – EBC

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Motivo dos ataques à Ministra Anielle Franco

Os ataques tiveram início no último domingo (24), após a cobertura de uma agenda de combate ao racismo no esporte. Nesse mesmo dia, Franco esteve presente na final da Copa do Brasil em São Paulo para assinar um acordo que envolve o Ministério da Igualdade Racial, o Ministério do Esporte e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Uma das críticas dirigidas a ela foi por ter utilizado um voo da Força Aérea Brasileira para comparecer ao evento, apesar desta ser considerada uma atividade de trabalho.

O ministério justificou que a escolha da final da Copa do Brasil para a divulgação da campanha ocorreu devido à grande quantidade de pessoas presentes no estádio e ao enorme alcance da audiência, característicos de uma final de campeonato. Além disso, frisou que é comum o uso de voos da FAB para missões institucionais e ações governamentais.

Este caso evidencia a necessidade de endereçar questões de preconceito e discriminação que ainda estão presentes em nossa sociedade, mesmo em esferas altas do governo. A luta contra o racismo é uma responsabilidade de todos e cada caso de discriminação deve ser tratado com a seriedade que merece.

Fonte: Agência Brasil