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Após palestras antifascistas no CE, professores são investigados pela PF

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Após palestras antifascistas no CE, professores são investigados pela PFA Polícia Federal intimou quatro professores e cinco estudantes de Filosofia da Universidade Estadual do Ceará (UECE) para prestarem esclarecimentos sobre palestras antifascistas ministradas no local em outubro de 2018.

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Palestras antifascistas

Diante das intimações, os professores publicaram uma nota conjunta em que afirmam ter questionado os agentes responsáveis pelas intimações sobre quais eram os motivos do inquérito, tendo como resposta verbal que se referia à investigação de atos antifascistas na Uece durante as eleições de 2018″.

Consta nos autos do caderno investigativo que alunos e ex-alunos do curso afirmaram que estudantes que apoiavam o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), candidato à época, foram ameaçados e perseguidos. No mesmo sentido, os professores e alunos investigados são elencados como integrantes de organização antifa”, criada para perseguir simpatizantes do presidente.

Uma das professoras investigadas publicou em suas redes sociais:

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Dentre os incontáveis processos dos quais fui alvo, esse é seguramente o mais aflitivo. (…) Se ser antifascista é crime, vou presa. Ré confessa de antifascismo. (…) É absurdo que tenham que prestar esclarecimentos nas dependências da polícia federal sobre aulas públicas e palestras sobre antifascismo e democracia. O silêncio e a conivência com esse ataque serão cúmplices da destruição completa dos espaços de pluralidade essenciais às atividades de ensino, pesquisa e extensão em particular e à convivência plural na vida social, em geral.

A UECE também divulgou uma nota em que manifesta incondicional apoio institucional aos professores e aos estudantes que estão sendo alvo dessa intimação que fere a liberdade de expressão”.

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Consta também na nota:

Em tempos de obscurantismo e de retrocessos, comprometemo-nos, obviamente, com a verdade dos fatos e reiteramos nosso compromisso com a democracia, com a autonomia universitária – a nós garantida pela Constituição Federal – e com o Estado Democrático de Direito, além de apoiarmos incondicionalmente os membros de nossa comunidade acadêmica nessa luta.

*Esta notícia não reflete, necessariamente, o posicionamento do Canal Ciências Criminais


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