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Após reconhecimentos fotográficos em delegacia, homem é absolvido pela 13ª vez

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Cláudio Junior Rodrigues de Oliveira, de 24 anos, foi absolvido pela 13ª vez após uma acusação de roubo qualificado, que tramitou na 3ª Vara Criminal de São Gonçalo-RJ, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

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Absolvido pela 13ª vez

Em todas as outras situações, Cláudio foi alvo de investigações após ser reconhecido nas fotos contidas no banco de imagens da polícia. Apesar disso, das 14 ações penais em que figurou como réu, o rapaz foi condenado em uma na qual a vítima testemunhou que não o reconheceu como o autor do crime.

Da única condenação, cumpriu a pena de cinco anos e quatro meses em regime semiaberto, saindo do presídio no ano de 2018. Já em 2021, foi preso preventivamente, ficando custodiado por dois meses.

Desde então, Claudio relatou ao jornal G1 que tira diversas “selfies” ao longo do dia, em uma tentativa de criar álibis para evitar uma nova prisão:

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Fico receoso de acontecer de novo. Se acontece um assalto em um dia comum, o que eu faço para comprovar que não era eu? Não tem como eu me filmar 24 horas por dia.

Diante da situação, ele tenta retirar suas fotos dos álbuns da polícia:

Essa é a próxima luta. Por enquanto vivo com medo de ter a vida interrompida novamente, mas é ter fé e acreditar em Deus.

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A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ) também acompanha a situação do jovem, que afirma trabalhar desde os 14 anos, visando cursar uma faculdade: Se Deus permitir, quero ajudar as pessoas que não têm condições e sofrem as mesmas injustiças que eu”, afirmou, dizendo que pretende cursar o curso de Direito.

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) também apontou que recomenda aos delegados que não se baseiem apenas no reconhecimento fotográfico como único meio de prova nos inquéritos em que pleiteiam a prisão dos suspeitos. Apesar disso, o órgão defende que o reconhecimento é aceito pela legislação:

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É um instrumento importante para o início de uma investigação, mas deve ser ratificado por outras provas técnicas na busca pela verdade.

*Esta notícia não reflete, necessariamente, o posicionamento do Canal Ciências Criminais

Leia mais:

Entenda como identificar uma prisão ilegal e como agir diante disso


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