• 30 de setembro de 2020

Até quando o advogado continuará tendo fama de profissional não confiável, desonesto e dinheirista?

 Até quando o advogado continuará tendo fama de profissional não confiável, desonesto e dinheirista?

Até quando o advogado continuará tendo fama de profissional não confiável, desonesto e dinheirista?

Ao cotejar a advocacia moderna, humanizada, com aquela ultrapassada, comprometida apenas com lucros financeiros, fica fácil perceber qual delas representa o futuro no mercado jurídico. Até quando o advogado continuará tendo fama de profissional não confiável, desonesto, malandro, dinheirista?

O cliente da atualidade, informado e informatizado, não é mais aquele de 30 anos atrás, que encarava o único advogado da cidade como uma autoridade soberana, que sem titubear acatava de olhos fechados qualquer proposta ofertada a ele como sendo a única opção, ainda que injusta, para se alcançar a justiça.

O cliente da atualidade sabe se informar, busca por qualidade no serviço prestado, é capaz de identificar desonestidades contratuais e acima de tudo, percebe de pronto qual o principal compromisso do advogado ao se deparar com sua causa (se efetiva busca pela justiça ou meramente captação de honorários).

Não estou sugerindo que o advogado deva ser uma extensão privada da defensoria pública, ou não deva auferir justo lucro com seu trabalho, mas sim que os honorários sejam consequência lógica de um trabalho prestado com excelência, comprometimento com a causa do cliente, na busca pela defesa de seus direitos.

Seres humanos carecem de atenção, gostam de receber cuidado, possuem medos e anseios. Ao advogado é confiado todos esses dramas e o próprio destino de seus clientes, exercer esse mister defensivo com excelência e absoluto comprometimento com o cliente, deve ser sempre o maior foco (advocacia humanizada).

Honorários são consequência lógica e inevitável, clientes bem atendidos os pagam com satisfação. Não há nada mais desastroso para a imagem de um advogado que o cliente perceber que sua causa, seu destino e a resolução de seus problemas não é o foco principal da atuação do advogado, mas meramente pecúnias.

Por questão de honestidade e bom senso, ao priorizar as verdadeiras prioridades, a advocacia humanizada continua nadando contra a correnteza e avassaladoramente conquistando território nessa selva chamada mercado jurídico.


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João Ricardo Batista

Advogado criminalista