Noticias

Atentado no Equador repete história de crimes políticos na América Latina; entenda

O candidato à presidência do Equador, Fernando Villavicencio, foi morto na última quarta-feira (9) durante uma campanha eleitoral. Ele foi atingido com três tiros na cabeça, e a principal suspeita é de que sua morte tenha relação com as promessas de endurecer o combate ao narcotráfico e ao crime organizado.

Essa não seria a primeira vez que o confronto com o crime organizado e o narcotráfico acabou com o assassinato de candidatos políticos. Na Colômbia, por exemplo, o narcotráfico foi responsável pela morte de pelo menos três candidatos à Presidência: Luis Carlos Galán, Bernardo Jaramillo e Carlos Pizarro Leongómez.

político
Fernando Villavicencio

Leia mais:

Candidato assassinado no Equador foi ameaçado por cartel dias antes do crime

Jovem estuprada em BH: Polícia Civil indicia duas pessoas pelo crime; saiba quem

Confira outros atentados a políticos da América Latina

Outro caso que também marcou a política latino-americana foi a morte de Luis Donaldo Colosio, candidato a presidência do México em 1994. À época, favorito à corrida presidencial, o político foi alvejado na cabeça e no abdômen após um comício na cidade de Tijuana, na fronteira com os Estados Unidos.

Já em 2021, o então presidente do Haiti, Jovenel Moise, teve sua casa invadida por um grupo armado que o assassinou e retirou documentos de seu quarto. Suspeita-se que ele entregaria nomes de políticos e empresários ligados ao crime para autoridades dos Estados Unidos.

Mais recentemente, em outubro do ano passado, foi a vez do atentado contra a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Na ocasião, o brasileiro Fernando Montiel apontou um revólver para a cabeça de Cristina e apertou o gatilho, mas a arma não disparou.

O ano de 2022 também foi marcado pelo atentado contra o atual presidente da Colômbia, Gustavo Petro, quando homens que se passaram por policiais alvejaram dois veículos da comitiva presidencial. Ninguém se feriu no ataque.

Em novembro de 2020, foi a vez de Luis Arce, presidente da Bolívia. Uma caixa com dinamites foi deixada em frente à casa em que ele se reunia com correligionários. Os dispositivos não chegaram a detonar.

E, em agosto de 2018, dois drones carregados de explosivos foram detonados próximos ao local onde o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fazia um pronunciamento oficial. Sete pessoas foram feridas no atentado, mas Maduro escapou ileso.

Quem era Fernando Villavicencio

Confira abaixo quem era o político Fernando Villavicencio, que concorria ao cargo de presidente da Venezuela.

Fonte: CNN

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo