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Brasil está no topo de ranking de países que mais matam ambientalistas na década

Violência contra defensores do Meio Ambiente, um problema Global em crescimento

Cada dia que passa, o trabalho de defensores dos direitos ambientais torna-se mais perigoso. Relatos de Londres e São Paulo sugerem um aumento alarmante da violência contra ambientalistas que procuram salvaguardar o nosso planeta, incluindo a informação e a desinformação que percorrem as plataformas digitais.

A morte do jornalista Dom Philips e do ambientalista Bruno Pereira em 2020 incitou uma maior consciência da gravidade desta situação. Infelizmente, este não é um problema novo. De acordo com a organização Global Witness, desde 2012, 1.910 ambientalistas foram mortos no mundo, sendo 376 dessas mortes no Brasil.

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Imagem: G1- Globo

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Quais os riscos enfrentados pelos Ambientalistas?

Novo relatório divulgado pela Global Witness descreve a extensão perigosa desses riscos. Só em 2022, 177 pessoas foram vítimas de crimes relacionados à luta pela preservação ou defesa de territórios contra agressões ambientais. Mais de um quinto dessas mortes ocorreu na Amazônia.

Surpreendentemente, a Colômbia lidera o ranking de mortes nos últimos dez anos e também em 2022, com 60 casos. O Brasil surge em segundo lugar, com pelo menos 376 assassinatos relatados em uma década e 34 mortes somente em 2022.

Por que o Brasil é um lugar tão perigoso para os Ambientalistas?

Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, iniciado em 2019, houve um aumento significativo de ataques contra os povos indígenas e suas terras. Em 2022, 10 dos 34 assassinatos registrados no Brasil eram de indígenas. Contexto que levou a pedidos para que Bolsonaro fosse julgado por crimes contra a humanidade.

No entanto, a Global Witness destaca a situação preocupante que permeia o país, com uma média de quase três mortes de ambientalistas por mês no último ano.

A organização dá enfoque ao imenso desafio que irá enfrentar os novos líderes do Brasil, o presidente Lula e a ministra do Meio Ambiente Marina Silva, para reverter os danos sociais e ambientais. Afinal, um Congresso altamente conservador e resistentes poderá dificultar a tarefa.

Pela primeira vez desde 2012, a organização também avaliou assassinatos de ambientalistas que ocorreram em um bioma específico, a Amazônia, onde deu-se mais de um quinto de todos os assassinatos no ano passado. Num total, desde 2014, foram registradas 296 mortes na Amazônia, tornando a floresta um dos lugares mais perigosos do mundo para ativistas e jornalistas.

Fonte: MediaTalks.UOL

Redação

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