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Black Friday e as ofertas fraudulentas via WhatsApp

Black Friday e as ofertas fraudulentas via WhatsApp

O termo “BLACK FRIDAY” foi criado pelo varejo nos Estados Unidos para nomear uma ação de vendas que ocorre anualmente na sexta-feira após o feriado de Ação de Graças, com o intuito de oferecer descontos nos valores dos produtos, que são mais atrativos que os outros descontos oferecidos em outras épocas do ano, como o caso do natal.

O Brasil adotou esta ideia, e o primeiro Black Friday ocorreu no ano de 2010, valendo ressaltar que a realização de 2013 bateu recorde no comércio online, lucrando cerca de R$ 770 milhões de reais.

No entanto, em que pese ser uma data de enorme economia financeira para os consumidores, os fraudadores estão cada vez mais sofisticados, o que exigirá uma maior atenção no momento da compra, visando, portanto, evitar ser vítima de uma fraude.

Atualmente, graças aos avanços tecnológicos, todas as promoções e novidades acerca de produtos/serviços são facilmente encontrados na internet, seja em redes sociais através de anúncios em páginas tais como o Facebook e o Instagram, bem como através do famoso aplicativo de mensagens WhatsApp, e é neste último que entra o objeto deste artigo.

Isso porque é comum dos variados grupos o compartilhamento de mensagens, mas aqui com uma peculiaridade. Pois bem, as promoções enviadas através do WhatsApp anunciam uma oferta direcionando ao site do responsável, e o criminoso vai buscar os dados pessoais dos consumidores, tais como nome, cpf, e-mail, idade, endereço, e também, incentivando os mesmos a compartilhar o conteúdo com os demais contatos.

A aplicação concreta da fraude necessita de uma pessoa disposta a criar um fato que literalmente “encante” o destinatário, de tal forma que este não perceba a real situação a qual se encontra. Portanto, não será qualquer promoção que atrairá o consumidor, logo, o criminoso virtual precisa pesquisar o que mais atrai o público nesta época do ano para concretizar a fraude.

Para isso, desde o dia 19 de novembro de 2018, está circulando via WhatsApp uma promoção falsa de Black Friday com o seguinte conteúdo:

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Como muitas pessoas viajam no fim do ano, é óbvio que esta oferta atrairia milhares de internautas, inclusive, pelo fato de que a oferta prometia passagens pelo valor de R$ 19,00. Contudo, ao clicar neste link, o consumidor é direcionado a uma página que solicita todos os seus dados sensíveis, e ao final, inexiste promoção e sim a aplicação de um golpe.

Por isso, que é de extrema importância instalar um sistema que proteja o seu smartphone, pois se sabe que nem todos os links são efetivamente considerados como fraude, contudo, protege o equipamento em caso de eventual acesso duvidoso.

Clicar em um link com conteúdo fraudulento pode fazer com que o dispositivo obtenha um software malicioso capaz de obter os dados ali disponíveis. Também, pode recomendar o download de algum aplicativo que aparente ser legítimo, mas que é fraudulento, e não menos importante, direcionar a sites falsos repletos de anúncios que também contenham softwares maliciosos.

Estes sistemas protetores são chamados de antivírus, que evitam que programas mal-intencionados sejam instalados no dispositivo, pois sabe-se que os mesmos carregam uma infinidade de informações pessoais, como senhas bancárias e virtuais, número de cartão de crédito, entre outros dados sensíveis.

Os celulares estão sujeitos aos mesmos tipos de malwares (softwares maliciosos) que os computadores, como o caso do famoso Cavalo de Troia, que instala uma infinidade de ameaças ao sistema, buscando captar as informações do usuário.

Assim, no momento em que o usuário tentar acessar um link pelo celular, caso este seja malicioso, o antivírus imediatamente impede o acesso informando a existência de uma ameaça, como é o caso dos aplicativos PSAFE, AVAST, NORTON, entre outros, e todos disponíveis para os sistemas Android e IOS.

É evidente que o Black Friday é um ótimo período para as compras, e sabe-se que são incontáveis as promoções disponíveis, contudo, a era digital está repleta de cibercriminosos dispostos a aplicar seus variados golpes. Compre com atenção.

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Fernanda Tasinaffo

Especialista em Direito Digital. Advogada.

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