- Publicidade -

Blogueiras presas por estelionato têm solturas determinadas

- Publicidade -

As cinco “blogueiras”, indiciadas pela polícia por estelionato, foram soltas, após juiz considerar que as prisões seriam ilegais.

- Publicidade -

Todas as mulheres – que aplicavam o golpe do “motoboy”, roubando cartões de crédito, em especial de idosos – foram presas em flagrante em um apartamento no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro e ficaram presas por vinte dias.

O local onde as mulheres foram presas funcionava uma “central de telemarketing”. O golpe consistia em entrar em contato com as vítimas fingindo ser da administradora do cartão de crédito. Na ligação, elas afirmavam que havia sido constatada uma fraude no cartão e, portanto, a vítima deveria passar alguns dados do mesmo para solucionar o problema. Em seguida, elas mandavam um suposto motoboy até a casa da vítima pegar o cartão.

Com os dados e o cartão das vítimas em mãos, as “blogueiras” faziam compras, saques em contas bancárias, pix e empréstimos.

Prisão considerada ilegal

- Publicidade -

O juiz Marcello Rubioli determinou que as suspeitas fossem libertadas, pois considerou ilegais as prisões. Segundo o magistrado, as mulheres ficaram presas por vinte dias sem que o Ministério Público oferecesse denúncia.

A demora no oferecimento da denúncia ocorreu em razão do impasse sobre de que órgão seria a competência para fazer a denúncia: o promotor da 40ª Vara Criminal do Rio, declinou da competência em favor da 1ª Vara Criminal Especializada da Comarca da Capital.

Para ele, um dos crimes imputados às presas é o de organização criminosa, crime este que seria de competência da 1ª Vara, órgão especializado.

- Publicidade -

Na análise do declínio, a magistrada Alessandra de Araújo Bilac Moreira Pinto, já havia ressaltado que o caso deveria ser tratado com urgência.

Ressalte-se que, caso a referida Vara Criminal não entenda também ser competente, devem os autos ser encaminhados à 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá, ante a existência de conexão probatória com o processo. Encaminhem-se com urgência em razão de se tratar de processo envolvendo rés presas.

- Publicidade -

Contudo, até a última terça-feira (27), ainda não havia solução quanto ao impasse a respeito de qual órgão deveria fazer a denúncia, o que levou a decisão do juiz pela soltura das “blogueiras”.

Leia também

Ministro Jorge Mussi mantém prisão preventiva de filho de Flordelis

Quer estar por dentro de todos os conteúdos do Canal Ciências Criminais?

Siga-nos no Facebook e no Instagram.

- Publicidade -

Disponibilizamos conteúdos diários para atualizar estudantes, juristas e atores judiciário

- Publicidade -

Comentários
Carregando...

Este website usa cookies para melhorar sua experiência. Aceitar Leia Mais