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O que pode ligar Bolsonaro a crimes de 8/1 com depoimento à PF?

A Polícia Federal marcou para a próxima quarta-feira (26) o depoimento do ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro no inquérito presidido por Alexandre de Moraes no caso das manifestações ocorridas no dia 8 de janeiro, em Brasília, que resultaram na depredação dos prédios do STF, Congresso Nacional e Palácio do Planalto.

Desde o ocorrido, Bolsonaro, que estava nos Estados Unidos durante os atos do dia 8/1, tem negado qualquer participação sua e defende que “pessoas de esquerda” possam ter programado as invasões.

Durante entrevista concedida a emissora NBC, o ex-presidente disse:

“As manifestações da direita ao longo de 4 anos foram pacíficas e não temos nada a temer. Jamais o nosso pessoal faria o que foi feito agora no dia 8 [de Janeiro]. Cada vez mais nós temos certeza que foram pessoas da esquerda que programaram aquilo tudo.”

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Polícia Federal deve ouvir Bolsonaro na próxima quarta-feira

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Bolsonaro deve ser ouvido pela Polícia Federal

O pedido de investigação contra Bolsonaro veio da Procuradoria-Geral da República depois que o ex-presidente postou, no dia 10 de janeiro, em suas redes sociais uma publicação questionando a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Na publicação Bolsonaro alegava que Lula não havia sido escolhido pelo povo.

De acordo com o sub-procurador da República, Carlos Frederico Santos, mesmo que a fala de Bolsonaro tenha acontecido depois dos ataques do dia 8/1 e ainda que ele estivesse fora do Brasil, o ex-presidente deve ser investigado.

De acordo com a professora de Processo Penal da PUC-PR,  Juliana Bertholdi, o objetivo da Polícia Federal com o depoimento de Bolsonaro é esclarecer se a sua conduta e a de outros integrantes do seu governo possam ter contribuído com as invasões aos prédios dos três poderes em Brasília.

Nós estamos tentando entender como toda essa articulação para os atos do dia 8/1 aconteceu. Existem diferentes formas do articulador participar dessa organização. Ele pode ser um financiador, ele pode ser um mentor intelectual ou alguém que participou desse planejamento. (…) No depoimento, a força policial vai tentar recolher o máximo de informações possíveis sobre aquele fato que aconteceu e, a partir dessas informações, tentar tipificar ou não as condutas. Vai decidir se aquela pessoa deve ser indiciada ou não.” Explicou a especialista.

Fonte: BBC

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