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Caso das Joias: MPF irá investigar Jair Bolsonaro e Michelle por crime de peculato

O Ministério Público Federal (MPF) iniciou uma investigação sobre Jair Bolsonaro e sua esposa Michelle Bolsonaro por suspeita de peculato no caso das joias trazidas da Arábia Saudita. A investigação foi iniciada após uma denúncia feita pela deputada Luciene Cavalcante do PSOL-SP.

O peculato é considerado um crime quando um funcionário público desvia bens públicos em benefício próprio ou de terceiros. Além de Bolsonaro e sua esposa, o ex-ministro Bento Albuquerque e o ex-secretário da Receita Julio Gomes também são mencionados na denúncia recebida pelo órgão.

Na presente semana, o processo foi encaminhado para o procurador Caio Vaez Dias, do Distrito Federal, que faz parte do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF no DF.

No início deste ano, Vaez Dias esteve envolvido em ações policiais depois que criminosos foram presos pelos ataques ocorridos em Brasília em 8 de janeiro.

Deputada alega que Bolsonaro deve ser investigado por práticas imorais

A deputada Luciene Cavalcante apresentou uma queixa alegando que Bolsonaro, Michelle, Bento Albuquerque e Gomes estavam envolvidos em práticas imorais, irracionais e que causaram prejuízos aos cofres públicos, com o objetivo de liberar os artigos de luxo, e que essas práticas devem ser investigadas.

Na última quarta-feira (15), o TCU (Tribunal de Contas da União) ordenou que o ex-presidente devolvesse as joias que recebeu como presente da Arábia Saudita e entregasse as armas que trouxe consigo em 2019 após uma viagem ao Oriente Médio.

A decisão foi tomada de forma unânime pelos seis ministros da corte de contas que participaram da sessão e ele terá até cinco dias para cumprir a determinação.

Fonte: YAHOO!

Daniele Kopp

Daniele Kopp é formada em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) e Pós-graduada em Direito e Processo Penal pela mesma Universidade. Seu interesse e gosto pelo Direito Criminal vem desde o ingresso no curso de Direito. Por essa razão se especializou na área, através da Pós-Graduação e pesquisas na área das condenações pela Corte Interamericana de Direitos Humanos ao Sistema Carcerário Brasileiro, frente aos Direitos Humanos dos condenados. Atua como servidora na Defensoria Pública do RS.

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