Bruno de Luca pode mesmo ser acusado de omissão de socorro no caso Kayky Brito? Veja o que dizem os especialistas

Bruno de Luca em julgamento por omissão de socorro

O Ministério Público do Rio de Janeiro apresentou à Justiça uma acusação contra o apresentador Bruno De Luca por omissão de socorro. Ele é acusado de não ter prestado assistência a seu amigo Kayky Brito após um atropelamento na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

O caso ganhou notoriedade após a divulgação de imagens de câmeras de segurança, que mostram que De Luca se ausentou sem socorrer Kayky. A vítima do atropelamento é visível nas gravações. Este incidente aconteceu depois que ambos estiveram juntos bebendo em um quiosque.

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Imagem: O Globo

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O que alega o Ministério Público?

O Ministério Público também pediu à vítima que se manifeste sobre o prosseguimento da investigação de lesão corporal culposa contra o motorista do veículo atropelador, Diones Coelho da Silva. O inquérito policial original que investigou o atropelamento não havia indiciado o ator por omissão de socorro, gerando surpresa nas diferentes partes interessadas no caso.

Qual é a defesa de Bruno De Luca?

Em várias entrevistas e em seu depoimento à polícia, Bruno De Luca sustentou que estava presente durante o atropelamento, mas só soube da identidade da vítima no dia seguinte. Ele alegou ter traumas de acidentes e, por isso, não se lembrar corretamente do que ocorreu ou de como saiu do local.

Qual será o próximo passo no processo?

O caso agora prossegue para a próxima fase, das respostas à acusação, que devem ser entregues pelo acusado e seus advogados. Para o advogado criminalista e doutor em Direito Criminal pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Reinaldo Santos de Almeida, o processo judicial deve prosseguir. “O juiz fará uma nova filtragem dessa acusação, podendo rejeitá-la ou prosseguir com o rito processual”. Assim, serão designadas datas para audiência, instrução e julgamento, sendo assegurado ao acusado o direito de convocar testemunhas, requerer perícia e habilitar assistente técnico para elucidar o que ocorreu.

Porém, alguns especialistas questionam a validade da acusação. Taiguara Libano Soares e Souza, advogado criminalista e professor de Direito Penal da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC-RJ), por exemplo, afirma que a atitude de Bruno, embora eticamente questionável, não seria crime, pois desde que o motorista prestou socorro, os outros presentes no local não seriam legalmente obrigados a fazer o mesmo.

Fonte: Extra