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Caso Bruno e Dom: réus se recusam a responder perguntas sobre crimes e pedem transferência

Acusados de matar Bruno e Dom são ouvidos em audiência

Os réus Amarildo da Costa de Oliveira, Oseney da Costa de Oliveira e Jefferson da Silva Lima, acusados de envolvimento na morte do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Philips, foram ouvidos pela Justiça do Amazonas, na última quinta-feira (27). Eles se recusaram a responder perguntas sobre os crimes investigados e pediram a transferência para presídios no Amazonas.

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Bruno e Dom. Imagem: Globo

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Segunda audiência do caso Bruno e Dom

Está é a segunda audiência realizada no caso Bruno e Dom, isso porque, no dia 8 de maio, o juiz anterior do caso – Fabiano Verli – não havia autorizado o depoimento de algumas testemunhas arroladas pela defesa. Com isso, os advogados dos réus entraram com um Habeas Corpus no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Por unanimidade, os desembargadores federais concederam parcialmente o pedido da defesa e mandaram que a Justiça Federal ouvisse as testemunhas indeferidas por Verli e marcasse um novo interrogatório dos réus em obediência ao princípio do contraditório e da ampla defesa.

Na semana passada, a Justiça também ouviu novas testemunhas de defesa arroladas pelos advogados, dentre eles, Rubem Dario Vilar, mais conhecido como Colômbia, e apontado como autor intelectual da morte de Bruno e Dom.

Depoimentos

Amarildo: O primeiro a ser ouvido foi Amarildo da Costa de Oliveira, de 42 anos, pescador. Ele está detido em um presídio federal no Paraná e afirmou que está há quase um ano sem ver a família e advogados. O réu declarou que sabe o motivo pelo qual está preso, mas negou o crime. Em seguida, optou por exercer o direito de permanecer em silêncio e não respondeu ao interrigatório.

Na audiência, o Ministério Público Federal (MPF) lembrou que Amarildo já confessou o crime para a polícia. A defesa, por sua vez, afirmou que o acusado não ficaria calado de forma definitiva, e que iria responder os questionamentos em outra oportunidade

Jefferson: O segundo a ser ouvido foi Jefferson da Silva Lima, de 32 anos. Preso na penitenciária federal de Mato Grosso, ele se negou a responder onde mora e não respondeu se teria contato com os advogados. Ele também optou por permanecer em silêncio e disse apenas que não tem condições financeiras e que sente muita falta da família. Além disso, Jefferson disse que sabia o porquê de estar em um presídio federal e que não tem ciência das acusações.

O MPF não chegou a fazer perguntas após as respostas dadas pelos réus ao juiz. A defesa também não fez questionamentos, mas lembrou o juiz sobre o depoimento anulado no dia 8 de maio.

Oseney: Por último, foi ouvido Oseney de Costa de Oliveira. O terceiro réu disse apenas que morava no Rio Itacoai, em Atalaia do Norte, trabalha com pesca e tem quatro filhos.

Fonte: G1

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