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Caso Doca Street: assista aos melhores momentos do júri

caso Doca Street

Caso Doca Street: assista aos melhores momentos do júri

No dia 30 de dezembro de 1976, Raul Fernando do Amaral Street matou sua namorada Ângela Diniz, após intensa discussão. O homem desferiu quatro tiros contra a moça, sendo três no rosto e um na nuca. Ângela Diniz ficou totalmente transfigurada. O caso, que ficou conhecimento como “Doca Street”, foi levado a julgamento no dia 18 de outubro de 1979.

Em defesa de Doca Street, atuou o advogado criminalista Evandro Lins e Silva, de memorável carreira. A tese utilizada pelo criminalista foi homicídio passional praticado em legítima defesa da honra com excesso culposo. Ao usar a tese, Evandro Lins e Silva esmiuçou a vida da vítima, mostrando-a como pessoa promíscua. Em síntese, transformou Doca na verdadeira vítima e Ângela culpada e merecedora de sua morte.

A advogada Lana Weruska Silva Castro, ao escrever sobre o caso, destacou:

Como se está falando dos anos 70, tempo de um machismo gritante e opressão da mulher, a defesa foi um sucesso. Doca era aplaudido. Ângela era chicoteada. Os jurados o condenaram a pena de reclusão de dois anos, com direito a suspensão condicional da pena (não precisaria se recolher ao cárcere). Um homicídio doloso com essa pena irrisória foi praticamente uma absolvição.

Inconformada, a acusação recorreu da decisão. Os movimentos feministas da época ganhavam voz, todas as mulheres se sentiam injustiçadas, todas estavam lutando pela memória de Ângela, não como pessoa imoral, mas como ser humano que tem direito à vida, que tem o direito de fazer suas próprias escolhas.


Clique AQUI para ler mais sobre o caso


Confira a seguir trechos do julgamento do caso Doca Street:

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