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30 anos da Chacina da Candelária: 8 vidas perdidas em caso que chocou o Brasil

Infância e adolescência em perigo no Rio de Janeiro e no Brasil

A chacina da Candelária completou 30 anos. Para aqueles que acompanharam de perto esse trágico evento, a triste realidade da infância e adolescência desamparadas ainda persiste, não apenas no Rio de Janeiro, mas em todo o Brasil.

Os trágicos eventos da chacina da Candelária em 1993

Há três décadas, seis menores e dois jovens, que faziam parte de um grupo de mais de 40 pessoas vivendo nas proximidades da Igreja da Candelária, no Centro do Rio de Janeiro, foram brutalmente assassinados na madrugada de 23 de julho de 1993. 

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Eles foram vítimas de tiros disparados por quatro homens, dos quais três eram policiais e um ex-policial, todos condenados como autores do crime.

Yvonne Bezerra de Mello: A luz na escuridão

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Foto: Ana Branco/Agência O Globo

A artista plástica e voluntária Yvonne Bezerra de Mello, criadora do projeto “Escola sem Portas e Nem Janelas,” dedicou-se a ajudar menores em situação de vulnerabilidade no Rio de Janeiro. Seu objetivo era proporcionar educação a esses jovens que viviam nas ruas próximas à Candelária e em outros pontos da cidade. Ela lamenta as vidas desperdiçadas devido à omissão, negligência e exclusão.

Conflitos entre jovens de rua e a polícia

É importante destacar que a chacina da Candelária foi o desfecho sangrento de uma série de conflitos entre os jovens que viviam nas ruas da região e policiais militares. Dos quatro condenados pelo crime, três eram PMs e um era um policial expulso da corporação.

Cristina Leonardo, consultora de direitos humanos e pesquisadora, desempenhou um papel significativo na história daqueles que viviam no Centro do Rio naquela época. Ela e seu grupo de voluntários auxiliavam os menores a obter documentos e forneciam apoio essencial.

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Foto: Reprodução

Cristina defendia a modernização das leis de proteção à infância e adolescência, bem como a implementação de projetos públicos para fornecer empregos às mães e manter as crianças na escola, combatendo a evasão escolar. Ela ressaltava que o Estatuto da Criança e do Adolescente, já em vigor na época da chacina, nunca foi plenamente aplicado.

As vítimas e os condenados da chacina da Candelária

As vítimas da Chacina da Candelária incluem nomes como Paulo Roberto de Oliveira, Anderson de Oliveira Pereira, Marcelo Cândido de Jesus, Valdevino Miguel de Almeida, “Gambazinho,” Leandro Santos da Conceição, Paulo José da Silva e Marcos Antônio Alves da Silva. 

Os responsáveis pelo crime foram Marcos Aurélio de Alcântara, Marcus Vinícius Emmanuel Borges, Nelson Oliveira dos Santos Cunha e Maurício da Conceição, conhecido como sexta-feira Treze.

Capacitação de conselheiros e intervenções sociais

Adilson Pires, secretário municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro, destaca a importância de capacitar a mão de obra que trabalha com a inclusão de menores em situação de vulnerabilidade. Ele enfatiza a necessidade de programas sociais que incentivem a presença escolar e a vacinação, bem como ações que envolvam as crianças em atividades esportivas, de lazer e culturais.

Desafios atuais e a pandemia

Patrícia Oliveira, líder do movimento Candelária Nunca Mais, ressalta que muitas famílias continuam desamparadas e que a situação piorou após a pandemia. Ela acredita que o direito à vida e à infância deve ser garantido a todas as crianças, independentemente de sua localização no Brasil ou em qualquer lugar do mundo.

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