Noticias

“Crime bárbaro”, diz família de advogado assassinado

Começou o julgamento dos acusados de matar o advogado José Fernando Cabral de Lima, que foi assassinado em uma casa de câmbio de Maceió.

De acordo com uma das testemunhas, o réu, Sinval, devia R$ 600 mil à vítima, e por isso contratou Irlan e Denisvaldo para matar José Fernando, simulando um assalto. A família da vítima classificou o crime como “bárbaro, covarde e truculento“.

advogado
Acusados de matar o advogado José Fernando. Imagem: Jornal de Alagoas

Julgamento da morte do advogado

O julgamento dos réus Sinval José Alves, Irlan Almeida de Jesus e Denisvaldo Bezerra da Silva Filho, está acontecendo no Fórum do Barro Duro, em Maceió, conduzido pelo juiz Braga Neto, e ao todo prevê a oitiva de 17 testemunhas. Em nota, o Tribunal de Justiça de Alagoas informou que o júri se estenderia até quarta-feira.

“O juiz já adiantou que hoje será impossível concluir, mas que vai tentar ouvir pelos menos as testemunhas, tanto as de acusação quanto as de defesa. Ele informou que deve fixar um horário limite por volta das 22h e retomar amanhã, a partir das 9h”

De acordo com a acusação do ministério público, o réu Sinval e a vítima José Fernando eram sócios em um escritório de advocacia. Eles haviam marcado uma reunião em uma casa de câmbio, mas assim que José Fernando chega ao local, dois homens entram no estabelecimento, rendem o funcionário e anunciam um assalto.

Na ocasião, os assaltantes ordenaram que todos ficassem de joelhos e com as mãos na cabeça, momento em que efetuaram dois disparos de arma de fogo na cabeça de Fernando. O órgão ministerial acusa Sinval de ser o mandante do crime.

No entanto, a defesa do réu sustenta que não havia sociedade de fato entre o réu e a vítima, bem como não havia dívida entre eles, como alegam testemunhas, e sim um empréstimo. Além disso, eles sustentam que as imagens das câmeras de segurança comprovam que Sinval não teve nenhum envolvimento no crime contra o advogado.

“As imagens de câmeras de segurança são bem claras. Nada comprova nos autos que ele participou dessa empreitada criminosa”

A família da vítima também se manifestou:

“A família espera que finalmente a Justiça seja feita, que seja atribuída a pena máxima aos acusados, para que a gente possa finalmente seguir as nossas vidas. A gente sabe que nada trará o tio, o pai, o marido, o filho de volta. Uma justiça para um crime tão bárbaro, covarde e truculento da maneira que foi cometido”, disse Letícia Madeiro, sobrinha da vítima

Por fim, o ministério público e o advogado da família afirmaram que esperam que a pena seja fixada em torno dos 30 anos para cada réu.

Fonte: TNH1

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo