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Dado alarmantes confirmam que Brasil registra mais de mil feminicídios por ano

Feminicídio no Brasil: um olhar preocupante sobre a realidade de 2023

As estatísticas de feminicídio no Brasil apresentam uma ascensão alarmante. De acordo com os dados coletados pelo Fórum de Segurança Pública, nos últimos seis anos (de 2017 a 2022), o país presenciou mais de mil casos desse crime hediondo por ano, totalizando 7.772 mulheres mortas. É uma triste realidade que ganha contornos ainda mais sombrios em 2023, quando o Distrito Federal superou, em apenas oito meses, o índice relativo a todo o ano anterior.

A cada ano, o número de feminicídios só aumenta. Em 2022, foram registrados 1.437 crimes, contra 1.347 no ano anterior. As informações estão detalhadas no Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2023 e nos levam a uma reflexão necessária sobre a violência que atinge milhares de mulheres brasileiras.

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Imagem: Brasil Escola

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Quando o lar se torna o palco da violência

A análise desse cenário terrível revela que, desde a criação da lei do feminicídio, em 2015, foram registradas 9.150 mortes. Isso representa, em média, três mulheres mortas por dia. Ademais, em 35,6% dos crimes de homicídio nos quais a vítima é mulher, a ocorrência é tipificada como feminicídio.

A disparidade geográfica entre os estados também chama atenção. Em 2022, São Paulo (195 casos), Minas Gerais (171), Rio de Janeiro (111), Rio Grande do Sul (110) e Bahia (107) foram os territórios com mais registros. Entretanto, se considerarmos a proporção da população feminina, Rondônia, Mato Grosso do Sul e Acre ganham destaque infelizmente pelo lado negativo.

Os reflexos do feminicídio na capital federal

O Distrito Federal não foge dessa tendência de alta em todo o país. Até agosto de 2023, foram 25 feminicídios registrados. Dados da Secretaria de Segurança Pública do DF apontam que, desde a implementação da Lei do Feminicídio, em 2015, a capital brasileira registrou 175 mortes pelo crime.

O cenário é ainda mais inquietante quando observamos que, desde a criação da lei, 137 dos feminicídios, deixaram 334 órfãos, sendo 63% deles menores de idade na época do crime. Diante disso, o Distrito Federal implementou duas importantes leis voltadas para a valorização e segurança das mulheres, além de auxílio aos órfãos desse crime.

Legislação e políticas de combate ao feminicídio

As medidas legais e estratégias de combate ao feminicídio ainda não se mostraram suficientes frente à prevalência do crime. A Lei do Feminicídio, em vigor desde 2015, tipifica como feminicídio o assassinato de mulheres devido à sua condição de gênero, principalmente quando envolve violência doméstica e familiar ou discriminação.

A Record TV Brasília, por exemplo, lançou a campanha “Feminicídio. Para toda vida, respeito!” para combater não apenas o feminicídio, mas toda a forma de violência contra a mulher. A iniciativa é um esforço direcionado para conscientizar a população sobre a necessidade de encerrar este ciclo de violência.

Fonte: R7

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