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Número ALARMANTE: ‘deepfakes’ crescem 830% no Brasil em um ano

A Sumsub, uma plataforma internacional de verificação, lançou o Sumsub Identity Fraud Report 2023, sua terceira edição anual. Este relatório analisa mais de dois milhões de tentativas de fraude em 224 países e territórios, cobrindo 28 segmentos distintos. 

Apesar do Brasil ter apresentado uma taxa relativamente baixa em comparação com outros países da América Latina, ocupando o 20º e último lugar do ranking, o volume de fraudes mais sofisticadas, baseadas em inteligência artificial (IA), foi o mais alto da região.

Deepfakes
Reprodução: Maverick -AI

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“Deepakes”

Entre as fraudes que mais ocorrem no Brasil, as “deepfakes” estão em primeiro lugar. Esse tipo de golpe é impulsionado pela Inteligência Artificial e envolve a criação de conteúdos como notícias, documentos, áudios e imagens. Utilizando o algoritmo de aprendizado, essas criações podem parecer autênticas.

Além das “deepfakes”, outras fraudes aparecem como comuns no país, sendo elas:

  • Money Muling: método de lavagem de dinheiro que envolve recrutar pessoas comuns para permitir o uso de suas contas bancárias para receber e transferir recursos de terceiros envolvidos em lavagem de dinheiro e outros crimes.
  • Carteira de identidade falsa: cerca de 75% de todas as atividades fraudulentas envolvendo documentos de identidade estão relacionadas a carteiras de identidade. Estima-se que no Brasil circulam mais de 16 milhões de carteiras de identidade (RG) falsas, utilizadas para realizar compras de alto valor, contrair empréstimos e participar de outros crimes.
  • Invasões de conta: os golpistas obtêm acesso aos dados bancários das vítimas por meio de links falsos enviados por e-mail ou mensagem de texto. Posteriormente, membros de grupos criminosos induzem os clientes a fornecer suas senhas bancárias, com a intenção de subtrair valores das contas. Estatísticas internas da Sumsub mostram um aumento de 155% neste tipo de incidente globalmente em 2023.
  • Verificação forçada: uma tendência crescente em todo o mundo, onde a pessoa verificada parece estar sob pressão ou em situação involuntária ao tirar uma fotografia ou provar sua presença. Esta prática levanta suspeitas de crimes e fraudes financeiras se não for detectada e interrompida a tempo. O relatório aponta um aumento de 305% globalmente nos casos de verificação forçada entre 2022 e 2023.

O relatório destaca um aumento de 10 vezes no número de deepfakes detectados globalmente em um ano. As discrepâncias regionais são notáveis, com um aumento de 1.740% de deepfakes na América do Norte, enquanto na América Latina o aumento médio foi de 410% – a menor taxa entre todas as regiões.

No entanto, no Brasil, o crescimento de deepfakes entre 2022 e 2023 foi o maior da região, com um aumento de 830%. Em destaque, a Espanha foi o país mais atacado por deepfakes em relação ao total mundial. O passaporte dos Emirados Árabes Unidos foi o documento mais falsificado globalmente, e a mídia online foi o setor mais explorado pelos fraudadores.

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