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Presidente da Câmara sobe o tom em críticas e delegados defendem investigações da PF

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal responde a críticas de Arthur Lira

Em entrevista recente, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), expressou preocupação com possíveis excessos nas investigações da Polícia Federal. A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) rapidamente reagiu, garantindo que a PF mantém uma postura imparcial.

Na visão do presidente da ADPF, Luciano Leiro, as ações da corporação são sempre pautadas pela legalidade e imparcialidade, e não existe nenhum tipo de privilégio ou perseguição. Ele afirmou que a Polícia Federal é um órgão de Estado que conquistou a confiança da sociedade através da seriedade.

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Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados. Imagem: ISTOÉ

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Embates entre Arthur Lira e a Polícia Federal

Em um passado recente, aliados de Lira foram alvo de investigações da PF, mais especificamente em ações envolvendo suspeitas de corrupção relacionadas a kits de robótica. O nome do presidente da Câmara surgiu nas investigações, quando os policiais encontraram uma lista de pagamentos vinculados a ele.

O caso foi encaminhado para análise ao Supremo Tribunal Federal (STF), e semanas depois o ministro Gilmar Mendes determinou a paralisação da investigação. Lira se defendeu dizendo que o processo estava repleto de abusos e sem provas concretas.

A PF continuará a conduzir investigações?

A PF assegurou que a melhor forma de responder às críticas de Lira será continuar a desempenhar seu papel, realizado investigações baseadas em fatos. A corporação não considerou necessário comentar as críticas do presidente da Câmara.

Como o sistema de Justiça vê a situação?

Conforme Luciano Leiro, presidente da ADPF, é comum que existam casos em que a Justiça decide pela inocência dos investigados, o que indica o funcionamento do sistema de persecução penal, e não necessariamente um excesso por parte dos investigadores. Segundo ele, isso reflete a natureza da democracia e do sistema de justiça criminal brasileiro.

Ao final da entrevista, Lira foi convidado a comentar sobre a atuação do ministro da Justiça, Flávio Dino, mas o deixou de fora de suas críticas. Porém, manteve o direcionamento das falas para a Polícia Federal.

Fonte: O Antagonista

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