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Deputada confronta Secretário de Segurança Pública de SP sobre operação em Guarujá durante CPI do MST

Confronto na CPI do MST: deputada questiona operação policial após morte de PM em Guarujá

Na última quarta-feira (2), durante as atividades da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), na Câmara Federal, a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) questionou o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, sobre a operação policial implementada em Guarujá em resposta ao assassinato do policial militar Patrick Bastos Reis, de 30 anos.

O questionamento por parte da deputada veio em consequência de relatos de violência e crueldade durante as ações policiais, chegando até a presumir uma possível chacina. Para Sâmia Bomfim, o fato de querer apurar o assassinato do policial militar não justifica ações de extrema violência contra a população local.

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O que respondeu o secretário de Segurança Pública de São Paulo à Deputada?

Guilherme Derrite, respondendo aos questionamentos, reforçou a necessidade de uma postura assertiva frente ao crime organizado, citando ainda um caso recente onde uma agente de segurança sofreu múltiplos disparos nas costas. O secretário categorizou as acusações de tortura como uma “narrativa”, sustentando que as necrópsias realizadas não apresentavam sinais dessa natureza.

Como tem sido a operação policial em Guarujá?

Até a presente data, a operação policial, denominada “Operação Escudo”, resultou na morte de 16 pessoas e na prisão de outras 58, incluindo 20 indivíduos que estavam sendo procurados pela Justiça. A operação foi desencadeada em seguida ao assassinato do soldado Patrick Bastos Reis, que foi atingido por um disparo a longa distância enquanto realizava patrulhamento na região de Guarujá.

Houve excessos na operação policial em Guarujá?

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apoia a postura da polícia, negando que houve excesso em suas ações e atribuindo à operação o caráter de profissionalismo. No entanto, diversos relatos e denúncias apontam para abordagens violentas e invasões à residências sem mandados judiciais, fato que provocou a intervenção da Ouvidoria das Polícias, que solicitou gravações das câmeras utilizadas pelos PMs durante a operação.

A Operação Escudo, ainda em curso, gera debates e críticas no cenário político, ocorrendo em meio a um momento de alta tensão na região de Guarujá e questionamentos sobre as ações das forças policiais.

Redação

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