Noticias

Desaparecimento do submarino da OceanGate acende alertas de segurança e polêmicas

Desaparecimento do submersível expõe polêmicas da empresa OceanGate

O desaparecimento do submarino Titan, da empresa OceanGate, que explorava os destroços do Titanic, gerou preocupações sobre a segurança da viagem e colocou em xeque a responsabilidade da companhia. Além dos riscos envolvidos na exploração do Titanic, ex-funcionários acusaram a empresa de não realizar testes de segurança adequados e alertaram sobre possíveis falhas no projeto do veículo. A OceanGate já enfrenta processos na Justiça e questionamentos sobre o futuro de suas atividades.

As buscas pelos cinco tripulantes do submarino Titan continuam, com o tempo de oxigênio disponível no veículo se esgotando. Enquanto isso, surgem relatos de experiências passadas com a OceanGate e seu submersível, incluindo um termo de responsabilidade que mencionava o risco de morte e uma montagem improvisada do Titan. As informações dão um panorama preocupante sobre a segurança e preparo dos veículos e da empresa.

Leia mais:

Daniel Alves diz que ‘perdoa vítima e está tranquilo’

Problemas de segurança e resistência do casco do submarino

Documentos e relatórios de ex-funcionários da OceanGate denunciam a falta de testes de resistência do casco do Titan, assim como o uso de materiais inflamáveis no submersível. David Lochridge, gerente de operações marítimas da empresa, listou problemas em um relatório após inspecionar o veículo em 2018, incluindo a ausência de testes em profundidades de 4.000 metros, o que nunca havia sido feito com um casco de fibra de carbono.

A preocupação não ficou restrita aos funcionários da OceanGate. 38 especialistas da Marine Technology Society enviaram uma carta ao CEO da empresa, Stockton Rush, pedindo que as atividades do Titan fossem adiadas até que o veículo fosse adequadamente certificado. Mesmo assim, a empresa seguiu em frente com seus projetos.

Respostas da OceanGate e futuro incerto

Stockton Rush se defendeu das acusações em uma postagem de blog, argumentando que a maioria dos acidentes é causada por erro humano e que a regulamentação excessiva impede a inovação no setor. A empresa encontrou formas de evitar os órgãos reguladores dos Estados Unidos, registrando a Titan nas Bahamas e evitando operar em águas americanas.

O desaparecimento do submersível e a crescente preocupação em torno da segurança das expedições da OceanGate levantam dúvidas sobre o futuro da companhia e suas atividades. Com a atenção do mundo voltada para o caso, a empresa enfrentará ainda mais pressão para garantir a proteção de seus passageiros e a viabilidade de seus projetos.

Redação

O Canal Ciências Criminais é um portal jurídico de notícias e artigos voltados à esfera criminal, destinado a promover a atualização do saber aos estudantes de direito, juristas e atores judiciários.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo