• 30 de novembro de 2020

Dia do Orgulho LGBTQIA+

 Dia do Orgulho LGBTQIA+

Dia do Orgulho LGBTQIA+

Flutua

Johnny Hooker

O que vão dizer de nós?
Seus pais, Deus e coisas tais
Quando ouvirem rumores do nosso amor
Baby, eu já cansei de me esconder
Entre olhares, sussurros com você
Somos dois homens e nada mais

Eles não vão vencer baby
Nada há de ser em vão
Antes dessa noite acabar
Dance comigo a nossa canção

E flutua, flutua
Ninguém vai poder, querer nos dizer como amar
E flutua, flutua
Ninguém vai poder, querer nos dizer como amar.

Primeiramente, antes de adentrarmos no assunto “orgulho,” se faz necessário resgatarmos na história o motivo pelo qual se originou a  escolha da data, 28 de junho, para a celebração do ORGULHO DE LGBTQIA+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex).

Historiadores relatam que, em 1969, um bar periférico nova-iorquino chamado Stonewaal Inn, perante a mais uma intervenção policial – notoriamente irregular e regida pelo ódio às pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex -, se tornou um verdadeiro campo de batalhas, diante a reação dos frequentadores do referido bar, existente até hoje, que se rebelaram perante  a mais uma “batida policial” descabida e protestarem contra a ostensiva e corriqueira perseguição dos agentes; os protestos foram tão intensos, que mesmo diante a latente violência policial, os frequentadores do bar – armados de paus e pedras-, resistiram por noites e conseguiram repelir a repressão policial.

A rebelião de Stonewall não marcou somente a história da luta dos direitos LGBTQIA+, mas originou também a marcha da resistência, que hoje é conhecida mundialmente como a marcha do orgulho LGBTQIA+. A título de informação, é importante salientar que a utilização do termo “PARADA GAY” para se referir ao ato supracitado é inadequado, visto que a marcha do orgulho LGBTQIA+ não contempla apenas pessoas da sigla “G”: gays.

No que se refere ao Orgulho, compreendendo-o no sentido literal da palavra, o dicionário aduz em se tratar de: “sentimento de prazer, de grande satisfação com o próprio valor, com a própria honra”, ou seja, de questões ligadas à dignidade e a satisfação valorativa dos indivíduos, que os fazem conceber a importância de engrandecer O QUE SÃO.

Desta maneira, inicialmente, podemos compreender o porquê muitas pessoas heterossexuais têm tanta dificuldade em entender a necessidade da comunidade LGBT tanto prospectar a ideia de se ORGULHAR, pois partem muitas das vezes de uma perspectiva heteronormativa, padronizada e socialmente aceita; não concebendo o orgulho da orientação sexual  como algo relevante.

Ocorre que vivemos em uma sociedade plural, na qual existem diversas orientações sexuais e identidades de gêneros, que possibilitam a diversos indivíduos uma diversidade ampla, de identificarem livremente suas orientações sexuais e qual gênero realmente pertencem – sendo binários ou não.

O Brasil, em virtude da intolerância desta diversidade, ocupa a posição de país mais violento e que mais mata LGBTs NO MUNDO; mata-se por puro ódio de quem ama diferentemente da heterossexualidade e por quem não se identifica da maneira a qual  foi registrada. Mata-se, ignorando os princípios, fundamentos, garantias e objetivos constitucionais.

Apenas, matam!

Então, como não se orgulhar de estarmos vivos? Resistentes e fora dos armários sociais?

O intuito deste artigo não é apontar a heterossexualidade, longe de mim, mas trazer ao debate os privilégios dos que não precisam se esconder, sofrer ou temer a morte por amar ou se identificar da maneira que deseja.

Aos criminalistas, digo o quão importante é para a população LGBTQIA+ que vocês atuem  livres de quaisquer tipos de discriminação, na qual os direitos e garantias de seus clientes sejam defendidos, não somente por intermédio dos respaldos legais, mas também com a plena consciência das dores causadas por uma sociedade que discursa o ódio e legitima sua violência no conservadorismo.

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Luan Milhoranse