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PF apreende US$ 170 mil na casa de diretor de Abin suspeito de espionagem ilegal

Polícia Federal apreende alto valor em dólares na residência do secretário de Planejamento e Gestão da Abin

A Polícia Federal (PF) intensifica suas operações e faz apreensão vultuosa na residência de um membro do alto escalão do governo: o secretário de Planejamento e Gestão da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Maurício Fortunato Pinto. A soma dos valores encontrados chega a impressionantes US$ 171,8 mil em espécie. Tudo isso, no âmbito de uma investigação de um esquema de espionagem ilegal através de celulares.

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Imagem: Metrópoles

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Paulo Maurício e a crise na Abin

O destino desta operação foi a casa de Paulo Maurício, um ex-diretor de inteligência da Abin no governo Bolsonaro, localizada na capital do país, Brasília. A apreensão deste montante é um desdobramento de uma série de suspeitas que recaem sobre os diretores da Agência Brasileira de Inteligência, levando, inclusive, ao afastamento de cinco destes.

O que levou à Operação Última Milha?

A ação da PF, que recebeu o nome de Operação Última Milha, foi deflagrada para investigar a utilização indevida do sistema de geolocalização de celulares por parte de servidores da Abin, sem a devida autorização da Justiça. Segundo os responsáveis por conduzirem a investigação, a rede de telefonia teria sido invadida diversas vezes, com a utilização do serviço adquirido com recursos públicos.

Geolocalização de celulares: como o esquema funcionava?

Conforme as investigações, o sistema de geolocalização usado pela Abin é um software invasivo na infraestrutura crítica de telefonia brasileira. Era utilizado, ilegal e indevidamente, para ação de espionagem. Uma ação dessa natureza atenta contra a privacidade dos cidadãos, além de ser ilegal por não possuir autorização judicial.

Quais as consequências para os envolvidos?

Além da apreensão de dinheiro e dos afastamentos, o órgão cumpriu 25 mandados de busca e apreensão, estendendo-se para os estados do Paraná, Santa Catarina, Goiás e São Paulo. Na operação, capturaram dois servidores preventivamente: Rodrigo Colli, ligado à contrainteligência cibernética, e Eduardo Arthur Izycki, oficial de inteligência. Ambos enfrentam um processo administrativo, podendo culminar com a demissão de ambos.

Fonte: Metrópoles

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