• 10 de dezembro de 2019

Divulgação de figurinhas com piadas sobre negros no WhatsApp preocupa MPDFT

 Divulgação de figurinhas com piadas sobre negros no WhatsApp preocupa MPDFT

Divulgação de figurinhas com piadas sobre negros no WhatsApp preocupa MPDFT

Uma série de figurinhas racistas chegou ao conhecimento do Núcleo de Enfrentamento à Discriminação (NED), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), de maneira informal nos últimos dias. O Núcleo teve acesso a uma série de-stickers, por meio de servidores que questionaram o teor discriminatório das mensagens divulgadas em grupo de WhatsApp.

Divulgação de figurinhas com piada sobre negros

As figurinhas incluem, pelo menos, 11 mensagens racistas, como “agora nego passou do ponto” (acompanhando de uma imagem de um homem negro de meia idade dormindo), “nego exagera” (com a imagem de um homem negro obeso comendo um sanduíche) e “nego pensa que é Ken?” (com a imagem de um boneco negro ao lado de uma boneca Barbie).

Nas palavras da promotora Mariana Silva Nunes, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento à Discriminação:

As pessoas precisam estar cientes de que essas figurinhas não são uma brincadeira. Elas expressam preconceito, racismo e passá-las adiante pode configurar crime de racismo ou injúria racial.

Conforme a coordenadora do NED, os crimes de racismo são ataques dirigidos à população negra, com ofensas que tentam apartá-la, desumanizá-la, colocá-la em posição inferior. Já as injúrias raciais são xingamentos voltados a uma pessoa específica. De acordo com a promotora,

Ao se deparar com o conteúdo assim, a pessoa pode noticiar o crime na delegacia de polícia. Recomendamos que tire um print e não apague a conversa até a formalização da reclamação.

O NED, atua, prioritariamente, no fomento e acompanhamento da implementação e execução de políticas públicas para a conscientização da necessidade de se combater todas as formas de discriminação (racial, religiosa, por origem, por orientação sexual e identidade de gênero, dentre outras), bem como no reconhecimento e implementação dos direitos assegurados a esses grupos vulneráveis.

Enfim, a promotora Mariana Silva Nunes, coordenadora do NED, deve tomar providências a respeito das figurinhas.


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Redação

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