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E se um dia você precisar de um advogado criminalista?

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Por Anderson Figueira da Roza


Ao longo da minha atividade profissional sempre fui questionado para quem eu trabalho, ou trabalhei. A curiosidade das pessoas, sob o meu ponto de vista, continua sendo em traçar aquele perfil de ser humano capaz de cometer delitos e por este motivo necessitar de um advogado criminalista.

Neste sentido, o assunto que me inspirou a escrever a coluna desta semana é identificar que tipo de pessoa, se é que ela exista pelo mundo, que vai passar uma vida inteira sem necessitar de um advogado criminalista ao longo do tempo.

De imediato devo esclarecer aos leitores que caso você não pertença ao mundo dos estudantes ou profissionais das ciências jurídicas e sociais, não há como alegar o desconhecimento da lei no Brasil. Então é bom começarem a ler o Código Penal e toda a legislação especial produzida no nosso país para aprender quais são todos os delitos tipificados no nosso ordenamento jurídico, para verificar se, por acaso, você não é um delinquente e apenas não foi descoberto ainda. Certamente existirão surpresas para aqueles que se dedicarem a verificar estes crimes.

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Os advogados criminalistas mais experientes adoram dizer que já viram de tudo, e como são ótimos oradores, possuem infindáveis histórias de clientes que, aos olhos da sociedade, jamais pairavam dúvidas quanto à sua integridade, honestidade, moral, etc. Relativize: por mais tempo que se tenha na advocacia criminal, nenhum profissional viu de tudo, sempre há novidades, casos com pessoas acima de qualquer suspeita se apresentam diariamente na vida de todos nós.

Agora se você quer saber quem jamais precisará de um advogado criminalista no Brasil, vou passar uma lista de crimes (de maior ou menor potencial ofensivo), é apenas uma amostra, existem muito mais crimes pela nossa legislação:

(1) quem nunca precisou tirar a vida de alguém, independente do motivo;

(2) quem nunca teve qualquer envolvimento com drogas lícitas e ilícitas e não se complicou por isso;

(3)  adultos que nunca se envolveram amorosamente com adolescentes e não foram denunciados pelos familiares da vítima;

(4) quem nunca fez uma ligação clandestina de tv a cabo, ou energia, etc;

(5) quem passar uma vida inteira como motorista e não cometer nenhum delito de trânsito, ou se cometer teve a sorte de não ter sido autuado;

(6) quem nunca tiver uma discussão com vizinhos, cônjuge ou parentes e isso não gerar um boletim de ocorrência policial;

(7) quem de forma nenhuma comprou algum objeto que um amigo trouxe de outro país, ou quem adora comprar produtos mais baratos sabendo que é produto de algum crime, porém não foram flagrados nessa empreitada;

(8) mulheres que optaram em praticar um aborto e a clínica clandestina não entregou seus dados no momento da abordagem policial;

(9) aqueles que jamais entraram numa casa de bingo, ou fizeram uma fé no jogo do bicho ou loteria não regulamentada;

(10) quem nunca mandou copiar um livro de capa a capa, ou comprou algum cd ou dvd pirata, ou até mesmo gravou um e entregou para um amigo, porém não foi flagrado.

Esta pequena amostragem de situações não diz muita coisa a respeito das pessoas isoladamente, mas revela muito da nossa sociedade, e de como somos hipócritas nos intitulando como “pessoas de bem” e que o Direito Penal não é para nós, mas sim para os outros, aqueles seres humanos delinquentes que merecem a repressão do Estado em grau máximo.

AndersonFigueira

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