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Em entrevista exclusiva, advogado agredido em presídio revela o que aconteceu

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Diante da notícia de que um advogado teria sido agredido, detido e teve a carteira da OAB quebrada ao meio em uma unidade prisional, o Canal Ciências Criminais realizou uma entrevista exclusiva com o advogado Ismael Schmitt, oportunidade em que ele revelou o que aconteceu no dia dos fatos.

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Entrevista exclusiva

Confira abaixo o que o advogado disse sobre os fatos:

1) Recentemente, o Sr. passou por uma situação, no mínimo, constrangedora em uma unidade prisional de Porto Alegre. Poderia nos relatar o que exatamente ocorreu?

“Então, a situação vivenciada na última quinta-feira foi terrível. Ainda tenho dificuldades para encontrar a explicação do ocorrido, principalmente para minha filha. Não encontrei ainda os motivos capazes de justificar como o pai dela saiu cedo para trabalhar e não voltou pra casa por ter sido preso em pleno exercício da profissão.

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Naquele dia, ao chegar com veículo particular na instituição, próximo das 7h da manhã, segui o ritual de identificação pessoal para adentrar nas dependências da cadeia.

Após ter o acesso do portão eletrônico liberado, mediante identificação, me dirigi ao pórtico, local no qual apresentei a identificação me foi franqueada a entrada. Fui informado que para acessar o setor da Sala de Revistas (onde prestaria à assistência ao Apenado) poderia ir pela parte interna do presídio ou pela calçada externa. Decidi fazer o caminho externo.

O setor da sala de revista ainda estava fechado e já eram 7:10. Portanto, decidi me abrigar do frio e retornar ao meu veículo até a abertura do setor. Destaco que, pelo feriado, estava trajando roupas informais (moletom e tênis), e fui aguardar no veículo até a abertura do setor.

Para tanto, retornei pelo mesmo caminho e entrei no carro.

Logo depois, fui abordado por meio de fortes batidas no vidro do carona. Prontamente abri o vidro e uma policial militar com tom agressivo me perguntou “quem tu é? O que tu tá fazendo aqui? E porque esse carro está em uma vaga de militar:”.

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Respondi que era advogado, estava ali para prestar assistência a um apenado e que ocupava uma vaga de advogado. Apresentei minha credencial de advogado. Com rispidez e truculência, foi informado que a carteira da OAB não bastava. Ela exigiu que eu mostrasse a carteira de identidade civil, alegando que a vaga de estacionamento era destinada apenas aos militares, bem como que a minha credencial só tem valor acompanhada da identidade civil ou CNH.

Expliquei que tinha somente aquele documento físico e nunca houve problema anteriormente. Então, um segundo policial, sem uniforme, aos berros, ratifica que o documento apresentado era insuficiente e determinou que eu saísse do veiculo.

Assim que desci do carro fui imobilizado com violência e algemado. Foi-me dada voz de prisão e minha credencial foi quebrada em duas partes. Como os policiais que fizeram minha prisão era praças, chamaram o “oficial do dia” que me deixou algemado por horas no estacionamento da Cadeia, sendo que o oficial determinou minha prisão por desacato e minha condução até a polícia civil para lavratura do flagrante.

Ao ser apresentado à Polícia Civil, a Delegada Plantonista determinou a retirada das algemas e a separação dos outros presos até a chegada da Presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB/RS, que passou a prestar assistência por ter sido preso no exercício da atividade profissional.”

2) Mesmo após se identificar como advogado, com sua carteira da OAB, os policiais ainda exigiram outro documento?

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“Sim, por diversas vezes repetiram com veemência que eu não era um militar (situação que a identidade funcional é válida) e que como um “civil” minha identidade profissional deveria ser acompanhada de RG ou CNH.

Ressalto que após algemado, durante o período que aguardava a Ordem do Oficial do dia, vários militares passavam pelo local e davam sua opinião (OAB vale sozinha ou NÃO).”

3) Além da violação das prerrogativas, o Sr. sofreu alguma agressão?

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“A abordagem foi infeliz, truculenta e violenta! Fui imobilizado à força. E algemado com as mãos pra trás. As algemas estavam extremamente apertadas, pedi varias vezes para afrouxar.

Sou obeso e fiquei um longo tempo no sereno, em pé e algemado até que o Oficial decidisse o procedimento a ser adotado.

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Fui transportado algemado com as mãos pra trás.

Minhas algemas só foram retiradas alguns minutos antes de realizar o exame no IML, mediante intervenção da policial civil.”

4) De acordo com a versão dos policiais o Sr. teria praticado o crime de desacato, isso efetivamente ocorreu?

“Meu único ‘erro’, foi estar trajando roupas informais, o que levou os policiais a desconfiarem de mim. Se eu estivesse de ‘terno’, talvez não fosse abordado.

Não me acovardei com os gritos e a truculência despendida pelos militares. Fui firme ao afirmar que estava trabalhando e estava devidamente identificado com minhas credenciais da OAB.”

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5) Quanto tempo se passou entre ter sido detido e liberado na delegacia?

“Fui abordado por volta das 7hs, deixei a Delegacia por volta das 12hs.”

6) No fim das contas, foi instaurado inquérito policial?

“Ainda não foi instaurado. Segundo a Delegada plantonista, as ocorrências( DESACATO e ABUSO DE AUTORIDADE) serão encaminhada à delegacia do bairro jurisdicionado.”

7) Há alguma consideração que gostaria de fazer?

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“Foi uma decisão difícil, a exposição pessoal sobre o ocorrido.

Todavia, com o apoio da OAB/RS (que está me prestando a devida assistência), decidi levar ao conhecimento público para que seja Reforçada Nossa Luta pelas Prerrogativas dos Advogados.”

Leia mais:

Advogado é detido, agredido e tem carteira da OAB quebrada em presídio


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