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Estagiária de Direito cai de bicicleta depois de importunação sexual

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Nesta terça-feira (28/09), em Palmas (PR), um jovem, de 19 anos, foi preso em flagrante por importunar sexualmente e provocar lesão corporal a uma cliclista que passava em via pública. Ele deu causa à lesão, derrubando a moça depois de estender o braço para fora do carro, a fim de apalpá-la enquanto ela pedalava.

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O ato foi registrado por uma câmera de segurança, e o vídeo está circulando nas redes sociais. A vítima tem usado o espaço na impressa para trazer luz a outros casos de assédio à mulher, e ativistas têm ajudado a repercutir a questão.

A vítima, Andressa Lustosa, 25 anos, estudante de direito do sétimo período no Instituto Federal do Paraná (IFPR), disse o seguinte em entrevista:

O problema que aconteceu comigo acho que é só um de tantos outros que estão acontecendo. Então o fato de prenderem o rapaz não vai diminuir o problema que está na nossa sociedade. Eu acho que tudo isso aconteceu só porque eu fui filmada. Tem muitas mulheres que não conseguem fazer denúncia por medo e porque não têm uma prova. Tudo isso que aconteceu eu consegui por causa da uma câmera de segurança.

Ela afirmou ainda que registou o boletim de ocorrência e saiu à procura de câmeras que monitorassem a via pública, para entender ocorrido. Depois de ter acesso às imagens, divulgou-as nas redes sociais e pedindo ajuda para aumentar o alcance.

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A Polícia Civil segue investigando o caso. O delegado responsável pelo caso, Felipe Costa, afirmou que o suspeito foi identificado por meio de uma denúncia anônima. Ele, que estava no carona, negou à polícia que tinha intenção de tocar na vítima e que já estava com o braço para fora do carro.

Nesta quarta-feira (29/09) ele foi desmentido por um depoimento do motorista do carro, que se apresentou na delegacia e confirmou a real intenção. De acordo com a Polícia, o motorista, 21 anos, também deverá responder pelo crime.

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Em paralelo a isso, na cidade Belo Horizonte (MG), ativistas do movimento de ciclistas Terça das Manas se uniram, na noite da mesma terça-feira (28/09), em um ato de reprovação a situação sofrida por Andressa. Marcela Viana, idealizadora do movimento, disse ao G1:

A gente é ciclista, mulher, está nas ruas e sabe muito bem como é a vivência desses assédios. O espaço público ainda é muito hostil para as mulheres, seja na bicicleta, no transporte, andamos nas ruas com medo. Quantas de nós passamos por trajetos mais longos porque sabemos que em determinada rua podemos ser assediadas? Sentimos na pele o que aconteceu com a Andressa. Não é um fato isolado, é cotidiano.

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