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Ex-detento que se dizia advogado é suspeito de liderar esquema de alvarás de soltura falsos

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Arlésio Luiz Pereira Santos, de 56 anos, que se dizia advogado, foi preso novamente na última terça-feira (09/03), suspeito de ser o mentor e responsável pela falsificação de diversos alvarás de solturas no Rio de Janeiro (RJ). O homem já havia sido condenado por estelionato e formação de quadrilha.

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Ex-detento que se dizia advogado

Enquanto esteve preso por uma condenação de mais de 13 (treze) anos de reclusão, Arlésio realizava trabalhos administrativos no estabelecimento prisional. Durante as funções, a polícia afirmou que é provável que o rapaz tenha identificado fragilidades no sistema que registra os alvarás.

Ele já havia sido preso de maio de 2017 até dezembro de 2019, momento em que foi beneficiado com a custódia em albergue; já em setembro de 2020, foi concedido a Arlésio o livramento condicional.

O investigado foi defendido pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro até dezembro de 2019. No entanto, em maio de 2020, a advogada Débora Albernaz de Souza passou a compor sua defesa. A advogada, por sua vez, também foi presa nesta terça-feira (09/03), pela suspeita de ser integrante da quadrilha comandada por Arlésio. Além de Débora, a polícia também efetuou a prisão da advogada Angélica Coutinho Rodrigues Malaquias.

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As investigações caminham para identificar como Arlésio conheceu as advogadas, bem como qual era a função de cada um na quadrilha. Da mesma forma, deve-se apurar se o rapaz usava uma carteira falsa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal.

Em uma das solturas realizada por meio de um alvará falso, o preso João Victor Silva Roza teve Arlésio como advogado habilitado em 26 de julho de 2020, juntamente com Débora Albernaz. No instrumento procuratório, consta para Arlésio um número de registro da OAB inexistente.

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O administrador da Penitenciária do Rio de Janeiro, Raphael Montenegro, disse que é difícil afirmar se outros presos saíram usando alvarás falsos.

*Esta notícia não reflete, necessariamente, o posicionamento do Canal Ciências Criminais

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