ArtigosSerial Killers

Os famosos assassinos em série: serial killers

assassinos em série

Os famosos assassinos em série: serial killers

Mentes doentias, crimes terríveis e motivos cada vez mais complexos para matar. Como podemos identificar um serial killer? O que é serial killer? Estão entre nós?

Quando tentamos entender o que é um serial killer, é importante lembrar que não se trata especificamente de um transtorno psiquiátrico. O serial killer é um assassino que, por um meio específico e pessoal, mata uma série de pessoas cujas características se assemelham.

Serial killers, os assassinos em série

A escolha da vítima geralmente é aleatória, desde que se encaixe no perfil que tem como alvo. Sempre possuem um mesmo perfil, mulheres com a mesma cor de cabelo, mendigos, idosos, crianças, entre outras características, sempre iguais, sempre com o mesmo objeto: assim que a tem e abusa dela para obter sua gratificação ou seu prazer, descartando-a ao depois, muitas vezes assassinando-a.

Vale ressaltar que cerca de 80% dos serial killers sofreram algum tipo de abuso durante a infância, seja físico, sexual, emocional ou mesmo abandono.

Esses homicidas têm uma assinatura e um modus operandi. O modus operandi é o modo pelo qual traça a escolha de suas vítimas e comete o assassinato.

Por exemplo, o Maníaco do Parque, famoso serial killer, dizia que era um fotógrafo de uma revista conhecida e convidava jovens para tirar fotos em um ambiente com árvores, matagais, especificamente um parque. Lá, estuprava e matava suas vítimas. Esse era seu modus operandi. Porém, nem sempre é igual, pode mudar ou sofrer adaptações, dependendo da mente do criminoso.

Diferentemente, a assinatura nunca muda. No máximo, pode deixar de ser realizada em um ou outro caso, por motivos de interrupção inesperada.

Como sabemos, psicopatia é um transtorno de personalidade, o qual o indivíduo não sente empatia pelo outro, remorso ou culpa. Seu comportamento não é diferente em situações contrárias e é marcado por uma tendência constante a tapear normas e leis já estabelecidas. Em geral, trata-se de um indivíduo que só pensa em seus interesses e nada mais.

Sendo assim, não podemos simplesmente caracterizar que todos os serial killers são psicopatas. Muitos psicopatas podem passar a vida toda prejudicando pessoas, sem ao menos derramar uma gota de sangue.

De acordo com o neuropsicólogo Fábio Roesler, há uma infinidade de motivos que levam uma pessoa a se tornar um serial killer, mas só mesmo analisando caso a caso para saber até que ponto são dominados por impulsos psicopatas.


Leia mais sobre assassinos em série:


A punição para esse tipo de crime é a condenação por homicídio qualificado, o qual tem pena de reclusão de 12 a 30 anos, podendo ser por motivo torpe, traição, emboscada, meio cruel, entre outros, dependendo do caso.

A legislação brasileira estabelece que o indivíduo condenado permaneça em cárcere por, no máximo, 30 anos. Porém, se considerado inimputável, será aplicada uma medida de segurança, como, por exemplo, a internação em hospital psiquiátrico, ou a inclusão de uma medicação controlada até que o acusado não apresente mais sinais de que possa cometer crimes novamente, diminuindo sua periculosidade.

De acordo com o Código Penal Brasileiro, os acusados são classificados em três categorias:

  1. imputáveis, os quais têm a consciência do caráter ilícito do fato que estão praticando;
  2. semi-imputáveis, que, no momento do delito, estão sob alguma perturbação mental, não tendo a exata consciência da prática do crime; e
  3. inimputáveis, os quais não têm o menor discernimento da diferença entre o lícito e o ilícito, não podendo decidir sobre esse aspecto.

Nesse caso, os acusados têm duas hipóteses de “cárcere”: Prisão ou Hospital Psiquiátrico. Os imputáveis, geralmente são destinados a Prisão, dependendo do crime e do regime relacionado à infração cometida. Os inimputáveis para o Hospital Psiquiátrico e os semi-imputáveis? Eis a grande questão. Podem ir tanto para um quanto para outro e infelizmente quem destina isso é o juiz, o qual conhece as leis e não mente do acusado.


REFERÊNCIAS

ROESLER, Fábio. Serial Killers: conheça as mentes mais perigosas do mundo. Ed. Alto Astral. São Paulo. 2014;

BEZ, Alexandre. Serial Killers: conheça as mentes mais perigosas do mundo. Ed. Alto Astral. São Paulo. 2014.


Quer estar por dentro de todos os conteúdos do Canal Ciências Criminais, incluindo novos textos sobre assassinos em série?

Então, siga-nos no Facebook e no Instagram.

Disponibilizamos conteúdos diários para atualizar estudantes, juristas e atores judiciários.

Autor

Giuliana Venturini Labate

Advogada com cursos de extensão em Psicologia Judiciária e Psicopatologia Forense
Continue lendo
Receba novidades em seu e-mail