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A história da fotógrafa sobrevivente do Holocausto que luta contra massacres dos yanomami

Sobrevivente do Holocausto, hoje com 91 anos, a fotógrafa Cláudia Andujar conheceu a comunidade yanomami em um trabalho fotográfico realizado na década de 70, durante uma cobertura para a revista Realidade, sobre a Amazônia.

O primeiro contato da fotógrafa com indígenas aconteceu na Ilha do Bananal em 1958, quando fotografou o povo Karajá, por indicação de Darcy Ribeiro. Depois, ela visitou os Bororo e os Xikrin Kayapó. Após conhecer a comunidade Yanomami, Andujar resolveu dedicar integralmente o seu trabalho aos povos indígenas e mudou-se de São Paulo para viver entre os Estados de Roraima e Amazonas.

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Cláudia Andujar, hoje com 91 anos

Fotógrafa perdeu a família durante o holocausto

Cláudia sobreviveu ao Holocausto, porém, parte de sua família foi assassinada nos campos de concentração de Auschwitz e Dachau. Após viver o sofrimento de perto, ao conhecer a comunidade indígena dos yanomami, a fotógrafa disse que se sentiu profundamente tocada pelo sofrimento do povo e pela devastação gerada pelo contato dos brancos com o povo indígena.

Então, ela passou a fazer várias viagens para a comunidade, e fotografar a vida, a cultura, as festas e o cotidiano desse povo. Mais tarde, ela passou a atuar na defesa dos povos indígenas.

A fotógrafa relata que durante os anos em que acompanhou os yanomami, foi testemunha de um rastro de doenças, violências e poluição resultantes dos conflitos de terras gerados pelo garimpo e pelos planos de desenvolvimento da Amazônia durante o regime militar. Segundo ela, comunidades indígenas inteiras foram aniquiladas por garimpeiros.

Agora, ela disse que espera que o governo brasileiro dê mais atenção  para a tragédia vivida pelos indígenas.

Acho que o mundo tem que ser mais igualitário e o governo brasileiro poderia ser um exemplo ao dar essa possibilidade aos povos indígenas no Brasil“, finalizou a fotógrafa.

Fonte: BBC

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