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Golpe do cartão clonado: Polícia Civil desencadeia Operação TRICKSTERS em São Paulo

Na última quarta-feira (10), a Delegacia de Proteção ao Idoso e Combate à Intolerância (DPICOI) de Santa Maria/RS, que é liderada pela Delegada de Polícia Débora Dias, coordenou a Operação TRICKSTERS no estado de São Paulo.

A operação foi realizada para investigar o crime de estelionato conhecido como “golpe do cartão clonado”.

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Foram cumpridos 22 mandados judiciais, incluindo 15 mandados de busca e apreensão e 07 mandados de prisão nas cidades de São Paulo, Ilha Comprida e Pariquera-Açu. A operação resultou na prisão de cinco indivíduos e na apreensão de três telefones celulares, 24 cartões bancários, duas máquinas de cartão, duas CPUs e dinheiro.

O termo Tricksters, que significa “trapaceiros”, foi utilizado para nomear um golpe investigado pelos policiais.

No esquema, os autores do golpe entravam em contato com as vítimas por meio de ligações ou mensagens SMS, se passando por funcionários de um banco. Eles alegavam que havia compras indevidas sendo realizadas ou que a conta bancária havia sido invadida, como ocorreu no caso da vítima de Santa Maria.

Em seguida, os golpistas convenciam a vítima a baixar um aplicativo que supostamente seria um antivírus, mas na verdade era um programa que permitia acesso remoto ao celular do usuário e ao aplicativo bancário.

A vítima do golpe neste caso tem 64 anos e sofreu um prejuízo de R$ 192 mil

A partir daí, os golpistas faziam transferências bancárias e solicitavam empréstimos no nome da vítima. A vítima do golpe investigado neste caso tem 64 anos e sofreu um prejuízo de cerca de R$ 192 mil.

O caso começou em 1º de abril de 2022, quando as ligações fraudulentas foram iniciadas, e durou cerca de 10 meses de investigação pela DPICOI/Santa Maria.

A operação contou com o apoio logístico e operacional do Projeto M.O.S.A.I.C.O., da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o que possibilitou a colaboração entre as Polícias Civis dos Estados do Rio Grande do Sul e São Paulo na luta contra associações criminosas voltadas à prática de crimes de estelionato.

Fonte: PCRS

Daniele Kopp

Daniele Kopp é formada em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) e Pós-graduada em Direito e Processo Penal pela mesma Universidade. Seu interesse e gosto pelo Direito Criminal vem desde o ingresso no curso de Direito. Por essa razão se especializou na área, através da Pós-Graduação e pesquisas na área das condenações pela Corte Interamericana de Direitos Humanos ao Sistema Carcerário Brasileiro, frente aos Direitos Humanos dos condenados. Atua como servidora na Defensoria Pública do RS.

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