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Conheça a história real que inspirou A Mula, filmaço de Clint Eastwood

Inspire-se na história de ‘A Mula’, Leo Sharp, para descobrir o que faz um advogado criminalista bem-sucedido.

Clint Eastwood retorna às telas com o filmeThe Mule“, onde interpreta Earl Stone, um veterano da Guerra da Coreia e horticultor que tem seu negócio arruinado e acaba envolvido no mundo do tráfico de drogas. Com um elenco de peso, incluindo Bradley Cooper, Laurence Fishburne, Michael Peña, Ignacio Serricchio e Dianne Wiest, o filme é baseado na história real do veterano da Segunda Guerra Mundial, Leo Sharp, que se tornou o mais velho e um dos mais prolíficos traficantes de drogas da história dos Estados Unidos.

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Quem foi Leo Sharp?

Leo Sharp, ou El Tata como era conhecido no Cartel de Sinaloa, entrou para o tráfico de drogas após seu negócio de horticultura, onde trabalhava com lírios, fracassar. Assim como Earl Stone no filme, Sharp era um excelente motorista e nunca havia sido parado pela polícia antes de ser recrutado para o tráfico. Seu sucesso era tanto que se tornou uma figura lendária no cartel. Sharp foi preso em 2011 por agentes da DEA e condenado a três anos de prisão, porém cumpriu apenas um ano. Ele foi libertado em 2015 por estar gravemente doente e faleceu no ano seguinte, aos 92 anos.

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As mudanças feitas para o filme A Mula

Embora “The Mule” seja inspirado na história real de Leo Sharp, é importante salientar que algumas mudanças foram feitas para o filme. A personagem de Eastwood, Earl Stone, é fictícia, e sua vida cotidiana foi criada para o longa. A essência da história é mantida – Sharp era um veterano de guerra idoso que começou a transportar drogas pelos Estados Unidos após seu negócio ir à falência. Além disso, a esposa, filha e neta presentes no filme foram totalmente fictícias, criadas para gerar maior dramaticidade na história. Na vida real, Sharp tinha três filhos.

Outras mudanças foram feitas em aspectos superficiais, como nomes e localidades. O filme também traz modificações na jornada de Leo Sharp, já que não há registros de suas atividades enquanto estava sozinho nas estradas.

Uma abordagem mais positiva de sua vida

A maior diferença entre a história real e a ficção é que o filme mostra Earl Stone realizando apenas uma dúzia de viagens ao longo de alguns meses, enquanto Sharp, na realidade, trabalhou durante 10 anos como um dos principais traficantes de drogas do cartel. No entanto, em ambas as versões, Stone/Sharp gastou grande parte de seu dinheiro ajudando outras pessoas quase como uma espécie de Robin Hood moderno. Contudo, a verdade é que o Leo Sharp real não era tão inocente quanto o Earl Stone ficcional e acabou envolvido nas atividades criminosas por conhecer pessoas ligadas ao tráfico em sua fazenda. Sharp faleceu pouco depois de ser libertado da prisão por causa de sua saúde debilitada, algo que o filme “The Mule” deixa ambíguo em sua trama.

Redação

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