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Interpol pode ter o brasileiro Valdecy Urquiza como secretário-geral

Ministro brasileiro celebra os 100 anos da Interpol

No último dia, comemorou-se em uma cerimônia realizada no Palácio da Justiça, em Brasília, o marco de 100 anos desde a criação da Interpol. O evento contou com a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, e o secretário-geral da Interpol, o alemão Jurgen Stock. Também esteve presente o delegado Valdecy Urquiza, atual diretor de Cooperação Internacional da PF.

A Interpol, ou Organização Internacional de Polícia Criminal, foi fundada em 1923, em Viena, Áustria. Tendo nascido durante um período de profundas tensões políticas e econômicas, a organização foi motivada inicialmente pela necessidade das polícias européias no pós-Primeira Guerra Mundial de localizar e extraditar criminosos fora de seus territórios.

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Imagem: reprodução/ Interpol

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O perfil e a evolução da Interpol

Hoje, a Interpol é a maior organização policial do mundo, com quartel-general em Lyon, na França. Ela possui também uma sede asiática em Singapura e escritórios sub-regionais na Argentina, El Salvador, Camarões, Costa do Marfim, Quênia e Zimbábue. A instituição é parte fundadora de um ideal de Justiça Global e tem se desenvolvido dramaticamente ao longo dos anos com a evolução dos recursos tecnológicos.

A Interpol opera em três áreas principais de delitos transnacionais: terrorismo, crime cibernético e crime organizado. Seu trabalho abrange a investigação de quase todos os tipos de crimes, incluindo tráfico de drogas, corrupção política e crimes do colarinho branco.

Os Desafios Futuros da Interpol

No entanto, a organização enfrenta desafios complexos com o surgimento de novos tipos de criminalidade. As revoluções tecnológicas e sociais que vivenciamos abrem espaço constante para novas ondas de criminalidade. Infelizmente, o crime se adapta rapidamente e se desenvolve a um ritmo acelerado em relação às instituições de aplicação da lei.

Um fenômeno recente apresentado pelo professor alemão Christoph Burchard descreve crimes cujo impacto pode ser sentido mundialmente, com consequências prejudiciais para a humanidade como um todo. Esses “planetary crimes” ou “delitos planetários”, como os cataclismas ambientais e a difusão de vírus e epidemias, apresentam um novo desafio à Interpol e às agências de investigação em geral.

A ascensão brasileira

O Brasil é membro da Interpol desde 1956 e a Polícia Federal é a responsável pelo Escritório Central Nacional e as atividades da Interpol em nosso território. Recentemente, o delegado Valdecy Urquiza, da Polícia Federal, foi oficialmente apresentado como candidato a secretário-geral da OIPC, o cargo mais alto da instituição.

Urquiza carrega consigo uma carreira repleta de boas experiências práticas e uma sólida formação acadêmica. Sua candidatura é reforçada pela necessidade de diversidade e pelo fato de que ele faz parte de uma geração de delegados que entendem a natureza dos cibercrimes e a importância da atenção aos crimes ambientais.

Ao celebrar o histórico dos 100 anos da Interpol e buscar um futuro promissor com a candidatura de Urquiza, o Brasil demonstra ser uma nação ativamente comprometida com a segurança global e o enfrentamento ao crime transnacional.

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Imagem: reprodução/ GZH

Redação

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