NoticiasDireito Penal

Jornalistas são vítimas de agressões durante vandalismo à Praça dos Três Poderes

Pelo menos 8 profissionais da imprensa que participaram da cobertura da invasão aos prédios dos Três Poderes, foram vítimas de violência neste domingo (8), em Brasília. 

Ataque terrorista aos Três Poderes: Jornalistas são vítimas de agressão

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e a Federação Nacional de Jornalistas, divulgaram uma nota (leia mais abaixo) no início da noite e repudiaram as agressões sofridas por profissionais da imprensa.

“Todos os acontecimentos em curso são resultado da inoperância do Governo do Distrito Federal, de setores da segurança pública e Forças Armadas, que permitiram a escalada da violência e se mostraram coniventes com os grupos bolsonaristas, golpistas, que não respeitam o resultado das eleições, a Constituição e a democracia.”

Segundo o sindicato, entre os profissionais agredidos durante a cobertura da invasão de manifestantes extremistas aos prédios dos Três Poderes estão: repórteres de Band, O Tempo e Washington Post; repórteres fotográficos de Poder360, Métrópoles, Folha de S.Paulo, AFP, Reuters e O Tempo.

Além de agressões físicas, os profissionais foram ameaçados e tiveram equipamentos de trabalho subtraídos ou avariados.

Um profissional do jornal O Tempo, que pediu para não ter o nome divulgado, fez um relato das agressões. No Senado, ele foi “preso” por cerca de 30 minutos pelos terroristas.

“Roubaram meu crachá, quebraram ele. Pegaram minha carteira, pegaram os documentos. Roubaram meu dinheiro, R$ 20. Era só o que eu tinha. Pegaram meu celular. Repetiam a todo momento que eu era ‘petista infiltrado’. Eu respondia que não era, que estava ali a trabalho. Foi então que colocaram uma arma na minha cabeça, dizendo que eu ia morrer. Outro apareceu com outra arma, colocada nas minhas costas. E não paravam de me dar tapa na cara, xingar.”

Fonte: Estadão

Daniele Kopp

Daniele Kopp é formada em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) e Pós-graduada em Direito e Processo Penal pela mesma Universidade. Seu interesse e gosto pelo Direito Criminal vem desde o ingresso no curso de Direito. Por essa razão se especializou na área, através da Pós-Graduação e pesquisas na área das condenações pela Corte Interamericana de Direitos Humanos ao Sistema Carcerário Brasileiro, frente aos Direitos Humanos dos condenados. Atua como servidora na Defensoria Pública do RS.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo