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Josef Fritzl, o monstro de Amstetten

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Josef Fritzl, o monstro de Amstetten

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Em 9 de abril de 1935, a pequena cidade de Amstetten, localizada a sudoeste do estado austríaco da Baixa Áustria (Niederösterreich), seria o local de nascimento de uma pessoa das mais obscuras e perversas que o mundo já viu; seu nome é Josef Fritzl, mas o mundo vira a conhecê-lo sob a alcunha de “o monstro de Amstetten”.

1. O MONSTRO POR TRÁS DO HOMEM

Filho único de Josef Fritzl Sr, morto em ação no ano de 1944, durante a Segunda Guerra mundial, e Maria Fritzl, ele cresceu sendo criado apenas pela mãe.

No ano de 1956, Josef que já havia completado vinte e um anos de idade se casou com Rosemarie Fritzl, com quem teve sete filhos, sendo dois meninos e cinco meninas incluindo Elizabeth Fritzl, que nasceu em 1966.

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Josef Fritzl em sua adolescência

Desde jovem ele já apresentava características de violência sexual, e no ano de 1967 manifestou sua conduta doentia ao cometer o estupro de uma jovem enfermeira mantendo-a refém com uma faca em sua garganta, ameaçando matá-la se ela não se submetesse ao ato sexual que ele violentamente praticava.

Por conta deste crime, Josef Fritzl cumpriu pena de 18 meses de prisão.

2. A VÍTIMA

Segundo relatos, foi no ano de 1977 que Josef começou a praticar abusos sexuais contra sua filha Elizabeth, que na época tinha apenas 11 anos. Aos quinze anos, depois de completar a escolaridade obrigatória, Elizabeth se matriculou em um curso para ser garçonete.

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Josef começou a praticar abusos sexuais contra sua filha Elizabeth, então com apenas 11 anos

No inicio do ano de 1983, devido aos anos de abusos sexuais que vinha sofrendo nas mãos do pai, ela decide fugir de casa e vai para Viena na companhia de um colega de trabalho, mas foi encontrada pela policia três semanas depois, e foi trazida de volta para a casa de seus pais.

3. O CRIME

Em 29 de agosto de 1984, Josef Fritzl atrai Elizabeth para o porão de sua casa, com a desculpa de que precisava de ajuda para carregar uma porta, que na verdade seria utilizada para vedar o local que viria a ser o seu cativeiro por mais de duas décadas.

Ela segurou a porta enquanto ele parafusava as dobradiças, e ao terminar de fazê-lo ele se utilizou de uma toalha embebida em éter para fazer com que ela desmaiasse, e assim ele pudesse trancá-la dentro da cela sem qualquer chance de reação.

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O cativeiro de Elizabeth Fritzl

Sua mãe Rosemarie, que há certo tempo não tinha conhecimento de seu paradeiro, entrou em contato com a polícia, pois imaginava que Elizabeth estava desaparecida.

Cerca de um mês após as investigações sobre o desaparecimento de Elizabeth terem se iniciado, Josef entrega à policia uma carta com selo de uma outra cidade, escrita por ela mesma, na qual ela dizia estava hospedada na casa de um amigo, e que estava cansada de viver com a família.

Ela também pedia que seus familiares não procurassem por ela, caso contrário ela deixaria o país. O pai disse à polícia que provavelmente sua filha havia se juntado a alguma seita religiosa, enquanto sua filha se encontrava cativa no porão, vítima dos abusos doentios de seu pai.

4. O CATIVEIRO

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Nos primeiros dias, Elizabeth batia nas paredes e arranhava o teto gritando inutilmente por socorro. Tamanho era o desespero da menina, que ela quebrou as unhas da mão na altura da pele, fazendo com que o sangue escorresse pelos braços.

A fim de aliviar sua dor e o trauma contínuo pelo qual passava, por muitas vezes ela fingia que estava viajando, e escolhia uma paisagem distante que já havia visto antes e se imaginava no percurso de ida e de volta, apenas para tornar o passar do tempo mais suportável.

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O ambiente sempre escuro já se tornava familiar à prisioneira que a certa altura já sabia com exata precisão quantos passos eram necessários para percorrer todo espaço de seu cativeiro. Nas raras vezes em que conseguia ver fachos de luz, Elizabeth imaginava ver auroras no alto de uma montanha ou brilho de estrelas, o que a fazia cantarolar.

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A casa dos horrores, onde Josef Fritzl praticava suas atrocidades

No decorrer dos 24 anos seguintes, o monstro que outrora ela chamou de “pai” a visitava para trazer comida e outros suprimentos, e no decorrer das visitas ele a estuprava com regularidade.

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Em decorrência dos estupros incontáveis Elizabeth deu a luz a sete filhos, uma das crianças morreu logo após o parto, e outras três  Lisa, Alexander e Monika foram retiradas do cativeiro para serem adotados por Josef e Rosemarie, permanecendo com Elisabeth três crianças.

Josef comunicou as autoridades como as crianças apareceram na porta de sua casa e baseado em sua aparente reputação ilibada, as autoridades conferiram ao casal o direito de criar as três crianças como seus filhos adotivos.

Em 1994, Josef ampliou o cativeiro de sua filha dando aos filhos cativos, frutos de sua incestuosa e doentia relação com Elizabeth, um razoável conforto como televisão, radio e vídeo cassete, e também ensinou-as a ler e escrever, alem de dar-lhes comida quente e fresca.

Quando Elizabeth se recusava a manter relações sexuais com ele, Josef desligava a energia do cativeiro por alguns dias ou se recusava a entregar comida a ela e a seus filhos.

5. LIBERDADE

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Em 19 de abril de 2008, Kerstin sua filha mais velha desmaiou no porão, e Josef aceitou levá-la ao hospital. Elizabeth ajudou a carregar Kerstin até a entrada da casa e pela primeira vez depois de vinte e quatro anos de cativeiro viu a luz do mundo exterior, antes que a ambulância chegasse Josef obrigou Elizabeth a retornar para o cativeiro.

Kerstin relata aos médicos no hospital tudo que ocorria dentro do cativeiro, e estes prontamente informaram as autoridades policiais que reabriram o caso de desaparecimento de Elizabeth, Josef apresenta novamente outra carta recente de Elisabeth, e reitera sua tese de que a filha havia se juntado a uma seita religiosa.

Desta vez um dos policiais desconfiou da existência da seita, uma vez que as cartas pareciam ter sido ditadas e escritas de maneira estranha.

No dia 26 de abril após passar mal em insistir por dias que Josef a levasse ao hospital, Elizabeth é levada ao mesmo hospital onde Kerstin estava sendo tratada, e a fim de enganar sua esposa Josef afirma que Elizabeth decidira retornar.

6. PRISÃO E JULGAMENTO

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Assim que Elizabeth chegou ao hospital um dos médicos relatou imediatamente à policia, e Josef foi levado a delegacia para prestar depoimento. A principio Elizabeth não queria contar o que aconteceu e só concordou em falar quando a policia garantiu que ela estava a salvo e que nunca mais seria obrigada a ver seu pai.

No decorrer das duas horas seguintes ela narrou aos policias os últimos 24 anos de sua vida nos quais ela foi mantida como prisioneira e escrava sexual do seu pai.

Josef foi preso pela suspeitas de crimes gravíssimos contra membros de sua família como estupro, homicídio por negligencia, cárcere privado e incesto.

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O julgamento de Josef Fritz

Em  28 de abril de 2008, Josef confessou à policia que manteve sua filha como sua prisioneira por vinte quatro anos, e confessou ser o pai dos sete filhos que ela concebera no cativeiro de que tinha cerca de 40 m², uma pequena cozinha, banheiro, televisão e espaço para dormir.

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Na confissão ele detalhou a maneira como construiu o cativeiro explicando que a porta de acesso era porta de aço localizada atrás de estantes e que só podia ser aberta com uma senha eletrônica conhecida apenas por Fritzl, e que por essa razão sua esposa desconhecia completamente o que acontecia.

Na tentativa de conseguir alguma forma de perdão ou absolvição por seus atos monstruosos, Josef alegou que tudo que ocorria entre ele e Elizabeth se dava com o consentimento dela.

Em 19 de março de 2009, foi condenado à prisão perpetua. No julgamento ele se disse arrependido, mas não conseguiu atenuação da pena, que será cumprida no hospital psiquiátrico da prisão de Mittersteig, em Viena.

Após 15 anos de detenção, Fritzl, que estará com 88 anos, será candidato a condicional. Elizabeth e seus filhos fazem tratamento psicológico e medico por não suportarem a luz do dia após tantos anos em cativeiro, e até hoje vivem sob proteção policial.

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