• 23 de outubro de 2020

Josef Mengele, o pesadelo de Auschwitz

 Josef Mengele, o pesadelo de Auschwitz

Josef Mengele, o pesadelo de Auschwitz

18 milhões de pessoas foram enviadas aos campos de concentração…

Em total reverência e respeito às vítimas das duas grandes guerras que mundo vivenciou, devemos sempre “repetir” para não esquecer o lado mais sombrio do ser humano, o ápice do desprezo e da barbárie.

O campo de concentração de Auschwitz, o pior e mais tormentoso palco do projeto de solução final para os judeus, era um centro de confinamento militar, situado na Polônia. Por óbvio, sem conforto, higiene e péssima alimentação.

Milhares de judeus morreram nos campos de concentração, uma espécie de “indústria da morte”.

A queda da Alemanha nazista e o suicídio de Fuhrer

Em 16 de abril de 1945, os soviéticos invadiram e cercaram a (já destruída) capital nazista na famosa “batalha de Berlim”, até que, em 30/04/1945, o prédio do parlamento nazista (Reichstag) foi invadido pela impetuosa tropa soviética.

Ciente de que teria o mesmo fim trágico que Benito Mussolini, o duce fascista italiano, Adolf Hitler (fuhrer) que, além de psicopata, era muito orgulhoso para imaginar seus restos mortais expostos em praça pública tal qual fora o do duce, cometeu suicídio juntamente com a esposa Eva Braun e, em seguida, seus restos mortais foram queimados.

A bandeira soviética foi hasteada no topo do parlamento nazista! A Alemanha nazista se rendeu em 07/05/1945 e, consequentemente, a II Guerra Mundial tinha acabado na Europa.

O anjo da morte

Josef Mengele, “o anjo da morte”, foi um dos médicos responsáveis pelo programa de purificação da raça alemã nos campos de concentração, instituído pelo Führer (“líder” em alemão) Adolf Hitler.

Em decorrências das mais absurdas e surreais experiências genéticas (principalmente com crianças gêmeas), Mengele ficou conhecido como “anjo da morte”. Tudo em nome da ciência e da (ignorante e irracional) busca pela “raça pura”.

Com a rendição da Alemanha em Maio de 1945, vários oficiais e líderes nazistas que serviram no exército de Hitler fugiram da Europa. Josef Mengele foi mais um deles…

Inicialmente, o médico nazista com passaporte falso até fugiu para a Itália. Porém, com receio da caçada aos nazistas e de ser julgado pelo Tribunal (com caráter de exceção) de Nuremberg, o “anjo da morte” decidiu fugir para a América do Sul.

O único país na América latina cujas autoridades apoiavam, acreditavam e até certa maneira investia na Alemanha nazista era a Argentina. Logo, Mengele (que também era amigo do então Presidente argentino Juan Domingo Perón) viu o local perfeito para seu refúgio.

Por conta do golpe de estado que o Presidente argentino sofreu em 1955, Mengele fugiu para o Paraguai, mas também não alcançou descanso, pois a caçada aos nazistas continuava! Por conta disso, em 1961 o “anjo da morte” fugiu para o Brasil, onde viveu seus últimos 17 anos.

Wolfgang Gerhard ou Josef Mengele

Wolfgang Gerhard, austríaco e nazista assumido, era amigo de Mengele. Foi o responsável por “fazer as honras da casa” e receber o carrasco e criminoso de guerra nazista mais procurado no Brasil.

Mengele viveu seus últimos 17 anos de vida em São Paulo e, no final da década de 1970, assumiu a identidade do amigo Wolfgang Gerhard que decidira voltar para a terra natal. Não mais como Josef Mengele, mas agora como “Wolfgang Gerhard”, o carrasco nazista começou a ganhar mais liberdade e autonomia para manter-se foragido.

Praia de Bertioga, litoral sul de São Paulo, 07/02/1979

O criminoso nazista Mengele, “o anjo da morte”, em 07 de fevereiro de 1979, após sofrer um derrame no mar da praia de Bertioga, morreu afogado e sem pagar por nenhuma das mais de 400 mil mortes das quais foi responsável nos campos de concentração de Auschwitz. Conseguiu morrer impune.

Especialistas brasileiros, americanos e alemães chegaram à mesma conclusão: os restos mortais de “Wolfgang Gerhard”, na realidade, eram do ser humano mais desprovido de ética e caráter: Josef Mengele.

O “anjo da morte” morreu sem ir a julgamento e foi enterrado como indigente no cemitério do Rosário, na cidade de Embu (SP).


REFERÊNCIAS

Mengele: a natureza do Mal (José Neumanne Pinto);

Mengele: a história completa do anjo da morte de Auschwitz (Gerald L. Posner)


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Leonardo Nolasco