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Justiça ouve testemunhas sobre envolvimento de Maxwell na morte Marielle Franco

Ex-bombeiro Maxwell Simões Correa é julgado por envolvimento na morte de Marielle Franco e Anderson Gomes

O drama que assolou o Brasil em 2018 com a execução da Vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes parece estar tomando um novo rumo. Nesta quarta-feira (10), o juiz da 4ª Vara Criminal do Rio de Janeiro realizou a primeira audiência de instrução no processo envolvendo o ex-bombeiro Maxwell Simões Correa. As acusações se baseiam no envolvimento de Correa nos assassinatos de Marielle e Anderson, segundo delação premiada do também acusado Elcio Queiroz.

No entanto, não é só do ex-bombeiro Maxwell que a justiça busca respostas. Outros suspeitos do crime são os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Elcio Queiroz, que atualmente se encontram presos. A participação de Maxwell veio à tona durante a delação premiada realizada por Queiroz, resultando na prisão preventiva do ex-bombeiro. Neste momento, Maxwell encontra-se num presídio federal em Brasília, participando das audiências de maneira remota.

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Maxwell Simões Correa. Imagem: IG

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O depoimento de Elcio Queiroz

Também em Brasília, Elcio prestou seu depoimento nesta terça-feira (9), detalhando a dinâmica do assassinato e as providências que foram tomadas para se livrarem do carro usado no crime, além de qualquer outro vestígio que pudesse incriminá-los.

Segundo Queiroz, no dia 14 de março de 2018, Ronnie Lessa o convidou para dirigir um carro, no que viria a ser a execução da vereadora e do motorista. Eles se encontraram no condomínio de Lessa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Posteriormente, os dois foram ter com Maxwell, a quem entregaram seus telefones celulares para evitar rastreamento e receberam o carro que seria usado no atentado.

Como foi o crime que matou Marielle?

A dupla seguiu para a Lapa, no centro do Rio, onde aguardaram a saída da vereadora Marielle Franco de uma reunião na Casa das Pretas. A execução ocorreu no bairro Estácio de Sá, quando Lessa atirou com rajadas de metralhadora contra o carro, atingindo diretamente a vereadora e o motorista. A assessora de imprensa de Marielle, Fernanda Chaves, estava no carro, mas não foi atingida pelos disparos.

O que aconteceu após o crime?

De acordo com Queiroz, após o crime, os assassinos abandonaram o carro na porta da casa da mãe de Lessa e se encontraram com Maxwell num bar na Barra da Tijuca. O carro foi entregue a um mecânico de Rocha Miranda, no Rio, com a recomendação de ser desmontado.

O processo seguirá com a coleta de testemunhos e outras provas. Até o momento, ainda não há uma previsão para a conclusão do caso. Entretanto, a esperança é que as investigações continuem avançando e que justiça seja feita para Marielle, Anderson e todos os brasileiros que aguardam por respostas.

Fonte: Agência Brasil

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