Noticias

Justiça nega porte de arma a deputado que diz ter sido ameaçado de morte

A Justiça Federal recusou o pedido do deputado Gustavo Gayer (PL-GO) para obter autorização de porte de arma. Feito inicialmente à Polícia Federal (PF) e posteriormente à Justiça do Distrito Federal, o requerimento foi justificado pelo parlamentar com a alegação de ter recebido ameaças de morte. No entanto, o pedido foi negado por falta de provas e Gayer foi intimado a esclarecer as acusações à Procuradoria-Geral da República (PGR), de acordo com informações do site Congresso em Foco.

As supostas ameaças, relacionadas a capturas de tela de um grupo no WhatsApp composto por professores goianos, surgiram após apoiadores de Gayer invadirem o espaço e confrontarem os professores. Em resposta, o administrador do grupo, o deputado estadual suplente Fabrício Rosa (PT-GO), anunciou a criação de outro grupo fechado para a continuidade das atividades dos professores. Nesse contexto, Gayer alegou ameaças à sua família, citando frases como “não queremos contar com fascistas presentes” e referências aos “filhotes” dele.

deputado gustavo gayer
Reprodução: Boletim da Liberdade

Leia mais:

Acusados de matar cinegrafista em manifestação vão a julgamento após uma década

Polícia busca FAMOSOS traficantes escondidos no Complexo da Maré

Após registrar um boletim de ocorrência e ter seu pedido de posse de arma negado, Gayer buscou apoio judicial para garantir o porte durante o processo. O juiz também negou a solicitação.

Histórico do deputado

Fabrício Rosa, acusado por Gayer de ameaçá-lo de morte, foi intimado pela Polícia Civil e explicou que a menção aos “filhotes” se referia aos seguidores radicais do deputado, não a seus filhos. O Ministério Público de Goiás corroborou essa versão.

Essas alegações também foram feitas por Gayer durante um discurso na CPI do MST, onde acusou Fabrício Rosa de organizar um grupo com intenções agressivas contra seus filhos. A PGR intimou Gayer a explicar suas declarações, advertindo-o sobre possíveis crimes contra a honra caso não sustente as acusações.

Gayer enfrenta outras controvérsias que resultaram em pedidos de cassação de seu mandato no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, bem como em situações envolvendo a PGR. Em novembro, foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal pela PGR por supostos crimes de injúria e racismo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Direitos Humanos e Cidadania Silvio Almeida. As acusações referem-se a comentários feitos por Gayer durante o 3 Irmãos Podcast, nos quais teria associado africanos a um quociente de inteligência inferior, inclusive comparando-os a macacos.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo