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Leandro Boldrini tem surto por estresse e é levado para Instituto Psiquiátrico Forense

Leandro Boldrini, médico condenado pelo assassinato do filho Bernardo em 2014, foi levado ao Instituto Psiquiátrico Forense (IPF) em Porto Alegre nesta segunda-feira (27), após ter um surto por estresse. 

O médico não participou de três dos quatro dias do novo julgamento a que foi submetido na semana passada em Três Passos, devido a este mesmo motivo.

Após surto de estresse, Leandro Boldrini é levado para o IPF de Porto Alegre

A juíza responsável pela Vara de Execuções Criminais, Priscila Gomes Palmeiro, visitou a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) onde Boldrini está preso, e declarou que há necessidade de intervenção. 

A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) levou o preso até o Hospital Vila Nova, na capital, mas não houve atendimento por falta de um médico psiquiatra plantonista.

A decisão da Vara de Execuções de Penas e Medidas Alternativas (VEPMA) determina que Leandro Boldrini deve receber atendimento por meio da rede de saúde pública, e que a VEPMA deve viabilizar uma vaga para ele no IPF. 

Segundo seu advogado, Ezequiel Vetoretti, Boldrini está no IPF para ser medicado corretamente e deve permanecer em observação até se recuperar.

Em 2014, o assassinato de Bernardo, um menino de apenas 11 anos, chocou o país. Além de Leandro, outras três pessoas foram condenadas pelo crime: Graciele Ugulini, madrasta de Bernardo, Edelvânia Wirganovicz, amiga de Graciele, e Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia.

Ainda não se sabe quanto tempo Boldrini ficará em observação no IPF e como isso afetará a execução de sua pena.

Fonte: GZH

Daniele Kopp

Daniele Kopp é formada em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) e Pós-graduada em Direito e Processo Penal pela mesma Universidade. Seu interesse e gosto pelo Direito Criminal vem desde o ingresso no curso de Direito. Por essa razão se especializou na área, através da Pós-Graduação e pesquisas na área das condenações pela Corte Interamericana de Direitos Humanos ao Sistema Carcerário Brasileiro, frente aos Direitos Humanos dos condenados. Atua como servidora na Defensoria Pública do RS.

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