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Madeleine McCann: Tecnologia GPS em busca de crianças desaparecidas

Desaparecimento de menores na Europa: Um alarmante chamado para a ação

A busca por crianças desaparecidas tem se tornado uma problemática crescente na Europa. De acordo com o Telefono Azzurro, organização dedicada à proteção da infância, a cada dois minutos um menor desaparece no continente. A Itália, por exemplo, registrou em 2022 cerca de 17.130 denúncias de desaparecimento, o que representa uma média de 47 por dia.

Essas estatísticas alarmantes vieram à tona na ocasião da Giornata Internazionale dei bambini scomparsi (Dia Internacional das Crianças Desaparecidas), celebrado anualmente no dia 25 de maio. Essa data foi instituída em 1983 pelo então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, em memória de Etan Patz, um menino de seis anos que foi sequestrado em Nova York no dia 25 de maio de 1979. Seu rosto foi o primeiro a aparecer em caixas de leite, marcando o início de um movimento global para pessoas desaparecidas e incentivando o desenvolvimento de novas leis e métodos de busca.

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Como a tecnologia ajuda na localização de crianças desaparecidas?

Diante da crescente incidência de desaparecimentos, os dispositivos de localização por GPS têm sido cada vez mais utilizados para traçar a localização de crianças. Devido à facilidade de uso e ao preço acessível, o AirTag da Apple se destacou neste mercado. Inicialmente concebido para ajudar a encontrar objetos perdidos, como chaves de casa e bagagem, os pais começaram a colocar o dispositivo nas mochilas de seus filhos ou até mesmo a costurá-los nas roupas das crianças, tornando-os um importante aliado na busca por menores desaparecidos.

Crianças são monitoradas por GPS

O mercado dos rastreadores GPS para crianças: Segurança ou supervisão excessiva?

Apesar de sua eficácia na busca por crianças desaparecidas, a prática de monitoramento constante levanta debates sobre sua adequação. Enquanto alguns críticos argumentam que esses dispositivos promovem uma cultura de vigilância excessiva, outros reconhecem os benefícios de segurança que os GPS’s proporcionam, permitindo que as crianças tenham mais liberdade sob supervisão controlada.

E a privacidade das crianças? Como encontrar o equilíbrio?

A utilização desses dispositivos abre um importante diálogo sobre a autonomia das crianças e adolescentes. Alberto Pellai, psicólogo da idade evolutiva, opina que a geolocalização pode ser útil para crianças pequenas que começam a ter uma autonomia de movimento. No entanto, ressalta que os pais devem ponderar entre a necessidade de proteção e o desenvolvimento da autonomia de seus filhos.

Diante desse cenário, é fundamental buscar um equilíbrio entre segurança e liberdade, garantindo que a tecnologia seja utilizada como um recurso de proteção e não como uma ferramenta de controle excessivo. Nesse contexto, o diálogo e a confiança entre pais e filhos é essencial para garantir o desenvolvimento saudável das crianças e adolescentes.

Fonte: Huffpost

Redação

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