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Se minha filha não volta para casa, eles também não deveriam voltar, diz mãe de Isabella Nardoni

Na última terça-feira (20), Anna Carolina Jatobá, condenada pela morte de Isabella Nordoni, foi beneficiada com a progressão para o regime aberto. Jatobá foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão, dos quais cumpriu 15 anos em regime fechado. 

A mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, relatou que sabia que esse momento chegaria, e que estava dirigindo quando recebeu a notícia, e precisou parar o carro para se recompor.

“Sabia que esse dia chegaria, só não que tão rápido. Nunca estamos preparados para isso, né? Senti tristeza. Muita tristeza. Se minha filha não volta para casa, eles [os condenados] também não deveriam voltar.”

Jatobá estava cumprindo pena na Penitenciária Feminina 1 de Tremembé, e agora, com a progressão do regime, poderá cumprir sua pena e trabalhar fora, devendo retomar no período da noite para o endereço determinado pela justiça.

Relembre o caso Isabella Nardoni

Na noite do dia 29 de março de 2008, Isabella Oliveira Nardoni, de 5 anos, foi encontrada caída no jardim do prédio onde o pai e madrasta moravam. O Corpo de Bombeiros foi acionado e tentou reanimar a menina por 34 minutos, sem sucesso.

Em depoimento, o pai afirmou que, naquela noite, chegou ao edifício de carro, juntamente com Anna Jatobá, Isabella, e os outros dois filhos, e que levou Isabella para o apartamento, colocou a menina na cama e a deixou dormindo, com o abajur ligado, para voltar à garagem e ajudar a mulher a subir com as outras duas crianças.

Conforme a versão de Nardoni, quando ele voltou ao apartamento, percebeu que a luz do quarto ao lado do de Isabella, onde dormiam os irmãos dela, estava acesa. Também notou que a grade de proteção da janela tinha um buraco e que a menina havia desaparecido. Disse ainda que, em seguida, percebeu que o corpo da menina estava no jardim.

Na ocasião, o pai disse suspeitar que a filha tivesse sido atirada do sexto andar por algum desafeto seu. Um pedreiro com quem Nardoni havia discutido cerca de um mês antes chegou a ser ouvido, mas o envolvimento dele no caso foi descartado.

Porém, exames periciais descartaram a versão de Nardoni encontraram lesões no corpo da criança que eram incompatíveis com a queda. Surgiram, então, suspeitas de que Isabella tivesse sido agredida antes de cair da janela ou mesmo que ela não tivesse caído e que poderia ter sido deixada no jardim após espancada. A polícia então passou a investigar as hipóteses.

O delegado Calixto Calil Filho, responsável pela investigação, ouviu mais de dez pessoas antes de pedir que a mãe de Isabella prestasse depoimento. No dia 2 de abril, poucas horas após ouvir Ana Carolina Oliveira, o pedido de prisão temporária contra o pai e a madrasta da menina foi protocolado na Justiça de São Paulo.

Em seguida, as investigações e a reconstituição do crime apontaram que a menina foi agredida no carro e que por pensarem que ela estava morta, atiraram a criança da janela do sexto andar.

Isabella
Ana Carolina Oliveira e Isabella Nardoni

Fonte: Folha de S. Paulo

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